Chineses fazem a festa com a crise da Odebrecht e levam usina no Peru

Grupos chineses têm aproveitado a crise na Odebrecht, duramente atingida pela operação Lava Jato, para comprar ativos do grupo brasileiro; depois de dois anos, a Odebrecht acertou a venda de uma usina hidrelétrica no Peru para um consórcio formado por empresas chinesas; a usina foi vendida por US$ 1,39 bilhão (o equivalente a R$ 4,4 bilhões, pela cotação desta quinta-feira, 24); do total, US$ 1,2 bilhão será usado para quitar dívidas com os bancos que financiaram a construção da usina

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A Odebrecht, após dois anos, acertou a venda de uma usina hidrelétrica no Peru para um consórcio formado por empresas chinesas.

A usina foi vendida por US$ 1,39 bilhão (o equivalente a R$ 4,4 bilhões, pela cotação desta quinta-feira, 24). Do total, US$ 1,2 bilhão será usado para quitar dívidas com os bancos que financiaram a construção da usina.

Os US$ 190 milhões restantes serão depositados num fundo criado pelo Peru para garantir o pagamento de multas e indenizações ao final das investigações em curso sobre os negócios da Odebrecht no país.

Com a venda da usina, a Odebrecht está próxima de atingir a meta que estabeleceu para venda de ativos e redução do seu endividamento. O plano do grupo é vender R$ 12 bilhões em ativos, e já foram concluídas transações de valor equivalente a R$ 10 bilhões até agora.

O grupo baiano enfrenta uma crise de reputação em decorrência da Lava Jato e da queda de receitas.

A hidrelétrica de Chaglla, que começou a operar somente no ano passado, foi adquirida por grupo liderado pela estatal China Three Gorges Corporation, principal operador de energia hidrelétrica do país asiático.

A companhia chinesa, dona da usina de Três Gargantas, que disputa com Itaipu o posto de maior hidrelétrica do mundo, tornou-se recentemente vice-líder em geração de energia no Brasil, atrás apenas do grupo estatal Eletrobras, após uma série de aquisições de ativos no país.

As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo.

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