CNI: 'Mais importante que o resultado do impeachment é o dia seguinte'

Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que sua preocupação não reside na velocidade do processo de impeachment, mas com o dia seguinte; segundo ele, caso a presidente consiga permanecer no cargo, o setor empresarial terá que trabalhar em conjunto com ela; e no caso do afastamento da presidente, Andrade disse que o novo governo terá que agir de forma rápida e dura; "Se não tomar medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito", disse

Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que sua preocupação não reside na velocidade do processo de impeachment, mas com o dia seguinte; segundo ele, caso a presidente consiga permanecer no cargo, o setor empresarial terá que trabalhar em conjunto com ela; e no caso do afastamento da presidente, Andrade disse que o novo governo terá que agir de forma rápida e dura; "Se não tomar medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito", disse
Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que sua preocupação não reside na velocidade do processo de impeachment, mas com o dia seguinte; segundo ele, caso a presidente consiga permanecer no cargo, o setor empresarial terá que trabalhar em conjunto com ela; e no caso do afastamento da presidente, Andrade disse que o novo governo terá que agir de forma rápida e dura; "Se não tomar medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito", disse (Foto: Paulo Emílio)

247 - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse que a presidente Dilma Rousseff está perdendo a legitimidade para promover as mudanças necessárias ao país e afirmou que sua preocupação não reside na velocidade do processo de impeachment, mas com o dia seguinte. "Mais importante do que o resultado do impeachment é o dia seguinte", disse.

Apesar de evitar fazer uma defesa em prol do afastamento da presidente Dilma ao estilo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Andrade disse que "a situação é de caos completo, descrédito, desânimo. Você não acredita em mais nada. Durmo com notícia ruim e acordo com notícia ruim".

Para o presidente da CNI, o processo de impeachment na Câmara deverá durar entre 30 e 40 dias e que, caso a presidente consiga permanecer no cargo, o setor empresarial terá que trabalhar em conjunto com ela. "Não há alternativa. Se o Congresso Nacional der o direito de continuar no poder, é porque lhe concede também o direito de conduzir as mudanças necessárias. O importante é construirmos um projeto para sair da crise", observou.

No caso do afastamento da presidente, Andrade disse que o ovo governo terá que agir de forma rápida e dura. "Se não tomar medidas drásticas e duras, vamos continuar do mesmo jeito", cravou. Dentre os pontos destacados por ele estão a reforma da Previdência, flexibilização dos direitos trabalhistas, além da gestão e da reestruturação das dívidas dos estados. "Se não, continuaremos vendo o país sangrar. É preciso de coragem para mudar". Todos os pontos defendidos por ele constam do programa do PMDB, "Uma Ponte para o Futuro".

Segundo ele, "não dá para continuar com o país da forma como estamos: uma crise ética, falta de legitimidade, problemas que até nos tiram o orgulho de ser brasileiros. Por outro lado, a CNI respeita as decisões que vão ser tomadas pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal", afirmou.

 

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