Com Bolsonaro, dívida púbica federal ultrapassa barreira dos R$ 4 tri pela primeira vez na história

Estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 2,03% em agosto, atingindo R$ 4,074 trilhões - é a primeira vez que o endividamento ultrapassa os R$ 4 trilhões. Em julho, o estoque estava em R$ 3,993 trilhões

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Marcela Ayres, Reuters - A dívida pública federal do Brasil cresceu 2,03% em agosto sobre julho, ultrapassando a barreira dos 4 trilhões de reais pela primeira vez, mas ainda fora do piso estabelecido pelo governo como meta para o ano.

Segundo o Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira, a dívida chegou a 4,074 trilhões de reais no último mês. Para 2019, a meta no Plano Anual de Financiamento (PAF) é de um estoque da dívida entre 4,1 trilhões a 4,3 trilhões de reais.

Entre agosto e julho, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 1,74%, a 3,913 trilhões de reais, em função da emissão líquida de 39,94 bilhões de reais e apropriação positiva de juros de 27,02 bilhões de reais.

Já a dívida externa saltou 9,55%, encerrando o mês em 160,87 bilhões de reais.

Em agosto, o dólar teve valorização de 8,51%, num período marcado por grande volatilidade nos mercados domésticos de câmbio, tendo de pano de fundo as disputas comercias entre EUA e China, as incertezas político-econômicas na Argentina, além das novas atuações do Banco Central no mercado com leilões de swap reverso e venda de dólar à vista.

COMPOSIÇÃO

Em agosto, os títulos remunerados por taxa flutuante continuaram com maior peso na dívida, a 38,35% do total, sobre 38,37% em julho. Para o ano, a meta é de 38% a 42%.

Já os títulos prefixados avançaram a 31,44% da dívida, ante 31,05% no mês anterior, e uma meta de 29% a 33% para 2019.

Os papéis indexados à inflação, por sua vez, diminuíram sua representatividade a 26,06% da dívida total, ante 26,73% em julho, sendo que a referência para este ano é de 24% a 28%.

Os títulos atrelados ao câmbio subiram a 4,15% da dívida, contra 3,85% em julho, mas ainda dentro da banda de 3% a 7% para 2019.

No relatório mensal da dívida, o Tesouro também informou que a participação dos investidores estrangeiros na dívida mobiliária interna caiu a 12,14% em agosto, sobre 12,31% em julho.

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