Com solução de mercado à vista, BVA pode sair da falência

Proposta de compra do banco foi apresentada pela consultoria IF, ligada ao fundo Oppenheimer, um dos maiores do mundo; com R$ 150 milhões em caixa, R$ 300 milhões em ativos e uma carteira de crédito de R$ 3 bilhões, o BVA poderá ser a primeira instituição financeira do País a deixar o regime de falência, caso a proposta seja aceita; decisões do Banco Central estão sendo questionadas na Justiça

Proposta de compra do banco foi apresentada pela consultoria IF, ligada ao fundo Oppenheimer, um dos maiores do mundo; com R$ 150 milhões em caixa, R$ 300 milhões em ativos e uma carteira de crédito de R$ 3 bilhões, o BVA poderá ser a primeira instituição financeira do País a deixar o regime de falência, caso a proposta seja aceita; decisões do Banco Central estão sendo questionadas na Justiça
Proposta de compra do banco foi apresentada pela consultoria IF, ligada ao fundo Oppenheimer, um dos maiores do mundo; com R$ 150 milhões em caixa, R$ 300 milhões em ativos e uma carteira de crédito de R$ 3 bilhões, o BVA poderá ser a primeira instituição financeira do País a deixar o regime de falência, caso a proposta seja aceita; decisões do Banco Central estão sendo questionadas na Justiça (Foto: Leonardo Attuch)

247 - O banco BVA, que foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central há três anos e, depois, em falência, pode estar prestes a encontrar uma saída de mercado. Caso isso ocorra, será a primeira instituição financeira, na história do País, a deixar o regime de falência.

Isso porque a consultoria financeira IF, ligada ao fundo Oppenheimer, pretende apresentar uma proposta de compra por toda a empresa, ao juiz que administra a massa falida. Hoje, o banco tem R$ 150 milhões em caixa, R$ 300 milhões em imóveis que foram dados em garantia e mais uma carteira de crédito avaliada em R$ 3 bilhões.

"A venda em bloco, reunindo todos os ativos, é a que traz mais valor para os credores", afirma o advogado Cristiano Martins, que atua em favor dos antigos controladores do banco – eles, também, credores da instituição. Segundo Martins, o passivo é da ordem de R$ 2 bilhões e o banco jamais deveria ter sido colocado em falência. Ele lembra, ainda, casos de outras instituições que estavam em recuperação judicial, como o Bamerindus, e que, mais tarde, foram assumidos por novos acionistas.

Martins também lidera uma ação judicial contra o Banco Central e o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Em relação ao BC, alega-se que devedores tenham sido favorecidos ilegalmente – numa só operação, diz ele, um devedor foi beneficiado em R$ 80 milhões. O empresário Andrade, dono do grupo Caoa, também teria contribuído para a falência ao praticamente fechar a compra da instituição e, em seguida, roer a corda.

"Deve ser priorizada a venda do banco como um todo porque há interessados", diz Martins. "A IF é um dos interessados, mas o próprio administrador judicial já reconheceu que há outros possíveis compradores". Ele afirma, ainda, que a "venda fatiada" seria o pior modelo possível para os credores.

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