Com Temer, Brasil tem menor investimento estrangeiro desde 2010

As projeções do BC sobre o Investimento Direto no País (IDP) estão em queda e ameaçam as projeções do mercado financeiro e da própria instituição que previam ingresso de US$ 80 bilhões até o final do ano; nos 12 meses encerrados em abril, o IDP chegou a US$ 61,7 bilhões, correspondendo a 3,03% do PIB, o que em termos nominais aponta uma redução desde outubro do ano passado, quando ficou em torno de US$ 80 bilhões, e é o menor desde 2010; golpe, que prometia a retomada dos investimentos e o reaquecimento da economia continua dano mostras de que lançou o país no fundo do poço

O presidente brasileiro Michel Temer fala a jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília 27/04/2018 REUTERS/Adriano Machado
O presidente brasileiro Michel Temer fala a jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília 27/04/2018 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Paulo Emílio)

247 - As projeções do Banco Central sobre o Investimento Direto no País (IDP) estão em queda e ameaçam as projeções do mercado financeiro e da própria instituição que previam ingresso de US$ 80 bilhões até o final do ano. Nos 12 meses encerrados em abril, o IDP chegou a US$ 61,7 bilhões, correspondendo a 3,03% do PIB, o que em termos nominais aponta uma redução desde outubro do ano passado, quando ficou em torno de US$ 80 bilhões, e é o menor desde 2010.

Ao longo de abril, os investimentos externos somaram US$ 2,61 bilhões, contra US$ 5,56 bilhões no mesmo período do ano anterior. Segundo dados do BC, quando em comparação com o ano passado, quando o IDP mensal variava entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões, as estatísticas atuais apontam uma retração e até a falta de investimentos acima de US$ 1 bilhão.

Segundo o sócio da Barral M Jorge Consultoria e ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a redução do ritmo das privatizações e concessões, em função de problemas ambientais ou pendências junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) estão relacionados a redução no IDP.

A atual situação política também é apontada por ele como outro fator de cautela avaliado pelos investidores. Além disso, "a economia não está reagindo no ritmo que se esperava. Se há um arrefecimento ou redução da expectativa, o investidor também reduz o ritmo", disse Barral ao jornal Valor Econômico.

 

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