“Combater a inflação sempre será uma prioridade”

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que o governo não permitirá o aumento da inflação, mesmo que medidas consideradas impopulares sejam necessárias; segundo ele, para conter a alta de preços podem ser tomadas várias medidas, e a elevação dos juros é apenas uma delas; "Mas isso só se o Copom, se o Banco Central considerar conveniente", disse, e acrescentou: "Cada um faz a sua parte, mas eu não sei o que vai acontecer com os juros, nem quero saber"

“Combater a inflação sempre será uma prioridade”
“Combater a inflação sempre será uma prioridade” (Foto: Luciano Bergamaschi/Futura Press)
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Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta sexta-feira 12 que o governo federal não permitirá o aumento da inflação no país, mesmo que medidas consideradas impopulares sejam necessárias. "Elevamos os juros em 2012, época de eleições", lembrou. "Combater a inflação sempre será uma prioridade", acrescentou.

Mantega disse que para conter a alta de preços poderão ser implementados vários tipos de medidas e que a elevação da taxa de juros seria apenas uma delas. "Mas isso só se o Copom [Comitê de Política Monetária], se o Banco Central [BC] considerar conveniente" declarou. Ele destacou que a tomada de decisão sobre juros cabe apenas ao BC. "Cada um faz a sua parte, mas eu não sei o que vai acontecer com os juros, nem quero saber."

De acordo com o ministro, a preocupação com o aumento da inflação ocorre em função, principalmente, da alta dos preços dos alimentos. Segundo ele, o choque de oferta provocado pela seca do ano passado nos Estados Unidos e no Brasil encareceu as commodities.

Além disso, os alimentos como o tomate, a cebola e a farinha de mandioca foram afetados pela a irregularidade de chuvas. "Estamos já terminando o regime de chuvas e entrando nas safras, que vão despejar toneladas de alimentos [no mercado]", ressaltou o ministro.

Outro fator que faz Mantega acreditar que a inflação será menor em 2013 é que o país não deve enfrentar a desvalorização do câmbio brasileiro, como ocorreu no ano passado. "Esses são dois fatores que vão favorecer uma inflação menor em 2013", reiterou o ministro, que participou de seminário em São Paulo promovido pela Revista Brasileiros.

Edição: Juliana Andrade

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