Comentário indigesto

Presidente do Burger King, o brasileiro Bernardo Hees, ofendeu as mulheres inglesas em uma palestra. Foi obrigado a voltar atrs

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O brasileiro Bernardo Hees perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado. Presidente mundial do Burger King, o executivo afirmou em uma palestra a estudantes da Universidade de Chicago, nos EUA, que as mulheres inglesas “não são muito atraentes”. Durante a apresentação, Hees recordou os tempos em que cursava o MBA na Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha. Tudo muito bonito até que ele resolveu explicar por que se concentrava tanto nos estudos. “As mulheres não são muito atraentes e a comida é terrível”, disse. Hees não se contentou com essa, digamos, “explicação” e emendou outra observação, numa tentativa de conquistar a audiência americana. “Aqui em Chicago, a comida é boa e vocês são conhecidos pelas belas mulheres.”

Só que as declarações de Hees foram publicadas pelo Chicago Manroom, o órgão de comunicação da universidade, e foram parar imediatamente na imprensa britânica. O centro acadêmico da Universidade de Warwick publicou uma nota atacando Hees. “Se ele enxerga as mulheres como uma distração em potencial na academia, como ele as vê no ambiente de trabalho?” Rapidamente, o Burger King se pronunciou e emitiu uma nota oficial com desculpas. “O senhor Hees pede desculpas se o seu comentário ofendeu alguém. Sua intenção era fazer uma anedota que o conectasse com a audiência.” Hees foi designado presidente do Burger King, depois que a rede ser comprada pela empresa de investimentos 3G, controlada pelo trio de brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Com 11.500 lanchonetes em todo o mundo, o Burger King passou para o controle dos brasileiros em setembro do ano passado, em uma operação de US$ 4 bilhões. Antes, Hees comandava a ALL, uma das maiores empresas de logística do Brasil. Agora, talvez ele abra mais a boca em público para comer hambúrgueres, do que para fazer comentários indigestos.

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