Comercial diz que Temer resolveu problemas, criou empregos e restaurou confiança, acreditem…

"Qualquer pessoa que não tenha a mente obnubilada pelo ódio sabe que nem se resolveram graves problemas, nem se criaram empregos – que segue crescendo e é recorde – e que a confiança é justamente o que falta a este governo, desde a rejeição-monstro que tem nas pesquisas abertas quanto, até, os níveis decadentes dos indicadores de expectativas empresariais", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço

(Fortaleza - CE, 09/12/2016) Presidente Michel Temer durante Cerimônia de Assinatura de Atos. Foto: Beto Barata/PR
(Fortaleza - CE, 09/12/2016) Presidente Michel Temer durante Cerimônia de Assinatura de Atos. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Leonardo Attuch)
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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Ainda não  vi os comerciais de televisão que o Governo Temer está exibindo a partir de hoje na televisão, na porção Haager Dazs da distribuição de verbas publicitárias que cabe à mídia eletrônica, mas a Folha antecipa que se trata de mais um espetáculo de cinismo:

Na inserção de meio minuto, o governo federal ressalta que tem tomado medidas que resolvem “graves problemas”, “criando empregos” e “devolvendo a confiança” ao país.

Qualquer pessoa que não tenha a mente obnubilada pelo ódio sabe que nem se resolveram graves problemas, nem se criaram empregos – que segue crescendo e é recorde – e que a confiança é justamente o que falta a este governo, desde a rejeição-monstro que tem nas pesquisas abertas quanto, até, os níveis decadentes dos indicadores de expectativas empresariais.

Se é esta a natureza das peças publicitárias, aliás, além de inócuas deveriam ser consideradas ilegais, por terrem nítido caráter promocional de uma administração e não de divulgação de programas institucionais. Mas a Justiça, agora, é “amiguinha”, então pode.

Se o convencimento da opinião pública não pode ser o alvo, com algo assim tão inverossímil, outro alvo é atingido em cheio.

Com a segunda campanha em dois meses – a outra foi aquela do “vamos tirar o Brasil do vermelho”, lembram-se? –  2017 já começa com o aperitivo do que será o despejo de massas imensas de recursos na mídia para embalar a reforma trabalhista e a da previdência. Não se admire se logo você olhar belos rapazes e lindas modelos louvando as virtudes de trabalhar até os 70, 75 anos de idade, com os 49 anos de contribuição exigidos, dizendo que “é vida, é saúde, é participação”.

Pagando bem, que mal tem, não é?

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