Confiança do consumidor sobe em setembro, diz FGV

Confiança do consumidor brasileiro subiu em setembro após três quedas seguidas diante da melhora da percepção sobre o mercado de trabalho, mas a cautela ainda prevalece de acordo com a Fundação Getulio Vargas; Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 1,4 ponto em setembro e foi a 82,3 pontos, voltando ao mesmo nível de junho, quando a confiança em geral no país foi afetada pela crise política que eclodiu em maio com delações contra Michel Temer

Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal
Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - A confiança do consumidor brasileiro subiu em setembro após três quedas seguidas diante da melhora da percepção sobre o mercado de trabalho, mas a cautela ainda prevalece de acordo com a Fundação Getulio Vargas.

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 1,4 ponto em setembro e foi a 82,3 pontos, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira. Assim o indicador volta ao mesmo nível de junho, quando a confiança em geral no país foi afetada pela crise política que eclodiu em maio com delações contra o presidente Michel Temer.

"O resultado parece estar relacionado a uma ligeira melhora na percepção sobre o mercado de trabalho e no gradual afastamento do risco de crise política", explicou em nota a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt.

"Isso, no entanto, não parece ter sido suficiente para alterar o perfil ainda cauteloso do consumidor", destacou ela.

O Índice da Situação Atual (ISA) teve leve alta de 0,2 ponto e foi a 70,9 pontos, com o avanço do indicador que mede a satisfação dos consumidores sobre a situação econômica no momento.

Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,2 pontos e chegou a 91,1 pontos, com melhora do indicador que mede o otimismo em relação à economia.

Em relação à economia, o Brasil vem mostrando recuperação gradual em um cenário de inflação e juros baixos, com sinais de melhora do mercado de trabalho.

A turbulência política, entretanto, permanece no radar, depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu na quinta-feira pelo encaminhamento à Câmara de uma segunda acusação contra Temer, por obstrução de Justiça e organização criminosa.

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