Contra alta na Selic, CNI quer menos gasto público

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a elevação de 0,5 ponto percentual da taxa juros básicos da economia é necessária para segurar a inflação, mas o governo poderia cortar gastos para diminuir a taxa dos juros sem prejudicar a produção; "O cenário inflacionário preocupante, com o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] acima do teto da meta, justifica a ação dos condutores da política monetária", avalia a entidade presidida por Robson Andrade

Contra alta na Selic, CNI quer menos gasto público
Contra alta na Selic, CNI quer menos gasto público (Foto: Elza Fi�za /ABr)

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A elevação de 0,5 ponto percentual da taxa Selic (juros básicos da economia) é necessária para segurar a inflação, mas o governo poderia cortar gastos para diminuir a taxa dos juros sem prejudicar a produção. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que divulgou nota sobre a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).

No comunicado, a CNI ressaltou que o Banco Central agiu dentro das expectativas para conter a inflação que a entidade considera preocupante. "O cenário inflacionário preocupante, com o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] acima do teto da meta, justifica a ação dos condutores da política monetária", avalia a entidade.

A CNI ressaltou ainda que a recente alta do dólar contribui para pressionar a inflação e que a desaceleração nos preços administrados é provocada por causa das reduções pontuais de impostos, que só têm efeito no curto prazo e não se repetirão. A entidade pede que a equipe econômica reduza a expansão dos gastos públicos para facilitar a estabilização da economia.

"É necessária uma revisão da combinação de políticas e uma readequação do ritmo de expansão dos gastos públicos às necessidades da estabilização, de modo a gerar condições de um ciclo de juros menos intenso e evitar que todo o ônus do controle inflacionário recaia sobre o setor produtivo", destacou a nota.

Edição: Fábio Massalli

 

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