Coronavírus: varejo perde até 80% com pandemia; crise também afeta indústria

Colunista da Folha de S. Paulo, Vinicius Torres Freire também informa que o valor das compras com cartão caiu 44% na semana passada, na comparação com dias equivalentes de fevereiro

(Foto: Tania Regô/Agência Brasil)
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247 - Com a crise causa pela pandemia do coronavírus, obrigando muitos pessoas a ficar em isolamento social em casa, o varejo chegou a perder 80% das vendas e o valor das compras com cartão caiu 44% na semana passada, na comparação com dias equivalentes de fevereiro. 

As informações são da  coluna na Folha de S. Paulo do jornalista e mestre em administração pública pela Universidade Havard, Vinícius Torres Freire.

A queda de 44% nas vendas com cartões afeta o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, uma vez que o valor dessas vendas equivale a cerca de 40% do “consumo das famílias”, que por sua vez equivale a uns 25% do PIB.

Queda no varejo

A coluna também apresenta outros dados econômicos: “o consumo de energia elétrica caiu 8% de 18 de março a 3 de abril, na comparação com os dias de 1º a 17 de março. Na sexta-feira, 3 de abril, caiu 14% (na comparação com a média das sextas-feiras de março até dia 17, pré-isolamento)”. (Folha de S. Paulo - 09/04/2020)

“No varejo de vestuário, a queda nas vendas está em quase 83% nesta semana (ainda na comparação com fevereiro). Nos restaurantes, de 72%. Nos serviços, em geral, 73,3%. Móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento, 58,4%.” (Idem)

“O varejo de bens não-duráveis, que inclui mercados e supermercados, sobe nesta semana, 4,7% (Páscoa?), mas caía 7,8% na semana passada.” (Idem)

“A empresa mais comum no Brasil é a loja de roupas e acessórios: mais 1,1 milhão de firmas.  A seguir, vêm os negócios de cabeleireiros, manicures e pedicures, com 808 mil empresas. Somados, os grupos restaurantes e lanchonetes e similares são 812 mil empresas.” (Idem)

A crise afeta a indústria

Segundo o colunista, as montadoras de veículos também estão sendo afetadas. A informação é de que na sexta-feira passada, 3 de abril, o consumo de energia nestas indústrias caíra 75% em relação às sextas do mês de março antes do isolamento.

“Na indústria têxtil, queda de 52%. Nos manufaturados, 39%. Serviços, também menos 39%”, informa a matéria.

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