Corrupto de US$ 100 mi atua em empresa do BTG Pactual

Executivo Pedro Barusco, que aceitou devolver nada menos que US$ 100 milhões à Justiça, no maior acordo de recuperação de ativos da história do Poder Judiciário no Brasil, vinha atuando como diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem o BTG Pactual, de André Esteves, como seu maior cotista; Barusco já aceitou fazer delação premiada e começou a entregar tubarões, como a construtora Schahin; recentemente, o BTG também foi acusado de ser favorecido em negócios internacionais da Petrobras, com a compra de ativos na África por 50% do preço

Executivo Pedro Barusco, que aceitou devolver nada menos que US$ 100 milhões à Justiça, no maior acordo de recuperação de ativos da história do Poder Judiciário no Brasil, vinha atuando como diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem o BTG Pactual, de André Esteves, como seu maior cotista; Barusco já aceitou fazer delação premiada e começou a entregar tubarões, como a construtora Schahin; recentemente, o BTG também foi acusado de ser favorecido em negócios internacionais da Petrobras, com a compra de ativos na África por 50% do preço
Executivo Pedro Barusco, que aceitou devolver nada menos que US$ 100 milhões à Justiça, no maior acordo de recuperação de ativos da história do Poder Judiciário no Brasil, vinha atuando como diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem o BTG Pactual, de André Esteves, como seu maior cotista; Barusco já aceitou fazer delação premiada e começou a entregar tubarões, como a construtora Schahin; recentemente, o BTG também foi acusado de ser favorecido em negócios internacionais da Petrobras, com a compra de ativos na África por 50% do preço (Foto: Leonardo Attuch)

247 - O executivo Pedro Barusco, até agora o maior corrupto já descoberto no País, vinha atuando numa empresa do BTG Pactual, do banqueiro André Esteves.

Ex-gerente executivo da Petrobras, Barusco era Diretor de Operações da Sete Brasil, empresa criada para gerenciar contratos da estatal para a contratação de sondas marítimas. 

Na Sete Brasil, o BTG Pactual, de Esteves, era o maior cotista, com 27,7% do capital, seguido por fundos de pensão como Petros (17,5%), Funcef (17,5%), Previ (2,35), Valia (2,5%) e FGTS (8,2%).

Barusco iniciou nesta segunda-feira 17 seu processo de delação premiada e se comprometeu a devolver nada menos que US$ 100 milhões – cerca de R$ 252 milhões. Trata-se do maior valor já recuperado pelo Poder Judiciário no Brasil.

Ontem, ele começou a delatar tubarões ainda não alcançados pela Operação Lava Jato. Um dos exemplos foi o grupo Schahin, que tem contratos superiores a R$ 12 bilhões com a estatal para arrendamento de plataformas (leia aqui).

Recentemente, o BTG Pactual, que controla a Sete Brasil, também esteve envolvido numa polêmica relacionada à Petrobras. A venda de 50% dos ativos da Petrobras na África para o banco de investimentos BTG Pactual, fechada em meados do ano passado por US$ 1,5 bilhão, passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Isso se deve a uma suspeita de que o negócio tenha sido efetuado por um preço bem inferior ao valor efetivo dos ativos. O líder do PSDB na Câmara, deputado federal Antônio Imbassahy (BA), enviou requerimento em 29 de maio ao Ministério de Minas e Energia (MME) pedindo esclarecimentos sobre a venda dos ativos da Petrobras na África, mas, durante a campanha eleitoral, não tratou mais do tema.

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