Cortes no Orçamento podem chegar a R$ 65 bi

Tribunal de Contas da União exigiu e o governo federal deverá realizar um "supercorte" de até R$ 65 bilhões no Orçamento deste ano; segundo o TCU, nenhuma medida poderá ser incluída no relatório bimestral de receitas e despesas, que deverá ser apresentado no próximo dia 22, sem que tenha sido aprovada anteriormente; o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá apresentar as propostas de corte a Michel Temer; recursos para custeio e investimentos devem ser os mais afetados

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) exigiu e o governo federal terá que realizar um "supercorte" de até R$ 65 bilhões no Orçamento deste ano. Segundo o TCU, nenhuma medida poderá ser incluída no relatório bimestral de receitas e despesas, que deverá ser apresentado no próximo dia 22, sem que tenha sido aprovada anteriormente.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que retornou da Europa após participar de uma reunião do G20, deverá apresentar as propostas de corte a Michel Temer.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os cortes deverão incidir em duas listas de receitas que ainda são consideradas incertas pelo governo: o aumento da alíquota de impostos e tributos e o ingresso de receitas esperadas com a venda de ativos , concessões e privatizações. A ideia é que na medida em que estas receitas forem ingressando nos cofres públicos, os cortes sejam diminuídos.

Como a expectativa de receitas não poderá ser levada em consideração, o governo terá que reduzir o orçamento e adotar uma postura conservadora no relatório bimestral, incluindo aí até mesmo as projeções do Produto Interno Bruto (PIB). Os recursos para custeio e investimentos devem ser os mais afetados.

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