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Economia

Coutinho: cenário impede previsão de desembolsos

Presidente do BNDES disse nesta terça-feira (24) que a instituição pública atua no mercado para compensar lacunas deixadas por bancos privados, em um cenário econômico de “incertezas”; incertezas tais que o impedem de determinar se o desembolso do banco este ano será maior ou menor que o de 2013, quando foram concedidos R$ 190,4 bilhões em empréstimos, valor 22% maior do que o liberado em 2012

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 28/04/2011. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento S�cio e Econ�mico (BNDES), Luciano Coutinho, durante a mesa sobre o tema "Como Atingir Crescimento Econ�mico Inclusivo" no F�rum Mundial Econ�mico para a Am�rica L (Foto: Realle Palazzo-Martini)
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Isabela Vieira- Repórter da Agência Brasil

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse hoje (24) que a instituição pública atua no mercado para "compensar" lacunas deixadas por bancos privados, em um cenário econômico de "incertezas". A entidade é responsável por fazer empréstimos de juros baixos a empresas para estimular o crescimento do país.

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Segundo explicou, o cenário econômico de "incertezas" costuma aumentar o receio das empresas em investir. Coutinho disse, no entanto, que é cedo para afirmar se o desembolso do BNDES este ano será maior ou menor que o de 2013, quando o banco concedeu R$ 190,4 bilhões em empréstimos, valor 22% maior que o liberado em 2012.

"A expectativa é que o sistema bancário privado pudesse cumprir um papel mais expressivo esse ano, mas o que estamos assistindo é um período de maior cautela do sistema bancário privado e isso talvez resulte em maior demanda sobre nós", reconheceu.

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De outro lado, segundo explica, as companhias preferem não pegar empréstimos para evitar dívidas que podem não dar conta de pagar. Nessa situação, o BNDES atua para estimular as empresas em condições mais favoráveis que o mercado de bancos privados. Em maio, o Tesouro Nacional autorizou um aporte de R$ 30 bilhões ao banco publico, para garantir a capacidade de desembolsos.

"Temos feito o esforço de sustentar o desenvolvimento no momento que as condições estão incertas", disse Coutinho. Segundo ele, o dinheiro suplementar chega para que o banco continue mantendo "o fluxo de investimento necessário para a economia ter sua vitalidade mínima", completou.

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De acordo com dados oficiais sobre o Produto Interno Bruto (PIB), indicador que expressa a soma das riquezas produzidas no país, o investimento caiu 2,1% nos primeiros três meses de 2014, em comparação com os três meses finais de 2013. Foi a maior queda desde 2012.

O presidente do banco disse que o problema, no curto prazo, os investimentos são afetados por percepções conjunturais, como a maior volatilidade, redução da confiança na economia e, consequentemente, da demanda. No médio e longo prazos, revelou que os planos de investimentos preveem crescimento. As declarações foram dadas a jornalistas, no Rio Conference, na zona portuária da capital fluminense.

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