Covid-19 pode mandar 150 milhões de pessoas à extrema pobreza, alerta Banco Mundial

Em decorrência da crise econômica global, 9,4% da população do mundo estará, em breve, vivendo com menos de US$ 1,90 (cerca de R$ 10,6) por dia. A pandemia pode fazer com que o nível de pobreza mundial volte aos patamares de 2017

Falta de acesso à água potencializa o coronavírus entre as populações mais vulneráveis
Falta de acesso à água potencializa o coronavírus entre as populações mais vulneráveis (Foto: ABr)
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247 - A intensidade da crise econômica mundial causada pela pandemia de Covid-19 pode jogar 150 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza até o final de 2021, de acordo com projeção no relatório “Pobreza e Prosperidade Compartilhada” do Banco Mundial, divulgado nesta quarta-feira (7). 

A instituição ainda afirma que oito em cada dez "novos pobres" serão de países de renda média. Só em 2020, segundo o Banco Mundial, entre 88 milhões e 115 milhões já estarão na extrema pobreza, o que resulta em 9,1% ou 9,4% da população global vivendo com menos de US$ 1,90 (cerca de R$ 10,6) por dia. A pandemia pode fazer com que o nível de pobreza no mundo volte aos patamares de 2017.

“A pandemia e a recessão global podem fazer com que mais de 1,4% da população mundial caia na extrema pobreza. Para reverter esse sério revés para o progresso do desenvolvimento e da redução da pobreza, os países precisarão se preparar para uma economia diferente pós-Covid-19, permitindo que capital, trabalho, habilidades e inovação entrem em novos negócios e setores", disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass.

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