Credit Suisse: Petrobras ficou barata demais

Não está boa, mas está barata: com esse lema, analistas do banco elevam recomendação da estatal brasileira para neutro, três meses depois de redução para underperform

Não está boa, mas está barata: com esse lema, analistas do banco elevam recomendação da estatal brasileira para neutro, três meses depois de redução para underperform
Não está boa, mas está barata: com esse lema, analistas do banco elevam recomendação da estatal brasileira para neutro, três meses depois de redução para underperform (Foto: Gisele Federicce)
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SÃO PAULO - Em dezembro, os analistas do Credit Suisse reduziram a recomendação para as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), passando de outperform (desempenho acima da média do mercado) para underperform (desempenho abaixo da média do mercado), além de cortar o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) de US$ 25,00 para US$ 14,00.

Isso em meio a uma série de razões para pessimismo dos investidores, e tendo como principal catalisador a falta de transparência quanto à política de preços, afetando significativamente os lucros e o balanço em meio a um 2014 repleto de incertezas.

Porém, em relatório da última terça-feira (11), os analistas Vinicius Canheu e Andre Sobreira avaliam que, no atual patamar, de cerca de US$ 10 por ADR, está baixo o suficiente para justificar uma postura menos pessimista em relação aos investidores. E, desta forma, destacam que ao preço entre US$ 12 e US$ 14 por ADR - ou R$ 14 e R$ 16 por ações ON e PN, com recomendação underperform é mais arriscada. Com isso, eles elevaram a recomendação dos ativos de underperform para neutro.

"Hoje, com os ADRs próximos dos US$ 10,00, o valuation está chegando a níveis que, apesar de todas as incertezas, são difíceis de ignorar", destacam, mantendo o preço-alvo dos ativos em US$ 14,00.

Cenário para 2014 ainda é incerto

Eles avaliam que os ativos da Petrobras estão sendo negociados bem abaixo do valor intrínseco teórico de US$ 25,00 por papel, o que os levaram a usar outros parâmetros para avaliar os papéis, como o dividend yield (dividendo em relação ao preço da ação), os múltiplos sobre o lucro, entre outros.

Canheu e Sobreira avaliam que, mesmo em um cenário de queda do real e um aumento de preços em apenas 10% em 2015, a relação entre preços e lucro de 6 vezes estão em patamares bastante razoáveis. Além disso, com as recentes captações que totalizam cerca de US$ 13 bilhões, a petrolífera praticamente supre sua necessidade de capital no ano, diminuindo assim os temores de diluição de capital.

Porém, 2014 ainda é um ano muito difícil, cheio de incertezas macroeconômicas - câmbio, eleições, possível rebaixamento do rating brasileiro - e ainda não há melhorias operacionais para o negócio. "Nós não vemos o que poderia estimular os investidores a comprarem os papéis, mas a Petrobras está agora barata o suficiente para justificar uma recomendação neutra", concluem os analistas.

Matéria publicada originalmente no site Infomoney

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