Crédito impulsiona lucro do Bradesco

Banco cresce 15,8% com resultado de R$ 2,78 bilhes; rea de seguros contribui com 28% dos resultados

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247_O Bradesco foi o primeiro dos três grandes bancos brasileiros a apresentar seus resultados trimestrais. O desempenho de maio a junho foi um dos melhores da história da instituição, que registrou lucro líquido de R$ 2,78 bilhões, crescimento de 15,8% sobre o mesmo período do ano passado. Apesar de o papel BBDC4 cair 1,2% nesta quarta-feira, os resultados agradaram analistas e investidores. A ação reflete o momento de instabilidade nas bolsas mundiais – Ibovespa cai 1,1% – pelo iminente calote dos EUA. Mas, no ano, a queda é de mais de 10%.

O destaque dos resultados foi o desempenho do crédito. As operações de empréstimos cresceram 23,1% para R$ 319,8 bilhões, na comparação com o segundo trimestre do ano passado. A expansão está acima da previsão do Bradesco, que calculava uma alta de 15% a 19%. Entre os segmentos, as empresas foram as que mais se animaram a pedir empréstimos no período: aumento de 27,6%. “Estamos vivendo um processo de expansão saudável da nossa carteira de crédito. Nossos números estão em linha com as expectativas do Banco Central e acreditamos que as medidas monetárias adotadas pelo governo serão benéficas no médio e longo prazo”, afirmou o presidente Luiz Carlos Trabuco em conferência.

Com o aumento da taxa de juros para controlar a inflação nesses primeiros seis meses de 2011, os bancos precisaram aumentar os recursos para evitar a inadimplência. O Bradesco, porém, conseguiu reduzir em 0,3 ponto percentual para 3,7% o total de não pagadores, o que ajudou a reduzir o ritmo de crescimento dos recursos para cobrir esse prejuízo. Foram separados R$ 2,4 bilhões, crescimento de 12,8%, quase 10 pontos percentuais a menos do que a expansão da carteira de crédito.

O presidente do Bradesco destacou que o banco está fora da disputa pela compra de outras instituições. O investimento continuará no crescimento orgânico. No final de junho, os ativos totais do grupo somavam R$ 689,3 bilhões, avanço de 23,5% em 12 meses. “Temos um posicionamento estratégico no mercado, pois temos vocação para ser um banco de cobertura nacional. Continuamos com um olhar muito atendo na chamada nova classe média. Mas o setor empresarial, que também está crescendo para atender a demanda, nos interessa”, disse Trabuco. Em um ano, o Bradesco agregou 2 milhões de novos clientes.

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