Crédito no Brasil cresce 0,7% e inadimplência sobe

Recentemente, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que há espaço para mais crescimento no mercado de crédito e defendeu que a autoridade monetária está atenta à sustentabilidade desse setor

Crédito no Brasil cresce 0,7% e inadimplência sobe
Crédito no Brasil cresce 0,7% e inadimplência sobe (Foto: Joel Silva/ Folhapress)

BRASÍLIA, 30 Ago (Reuters) - O crédito total disponibilizado pelo sistema financeiro no Brasil subiu 0,7 por cento em julho ante junho, chegando a 50,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou 2,184 trilhões de reais, informou o Banco Central nesta quinta-feira.

Dados divulgados pelo BC mostraram ainda que a inadimplência ficou em 5,9 por cento no mês passado, maior do que junho, quando estava em 5,8 por cento.

A elevação na inadimplência ocorreu nos empréstimos a pessoas físicas, que em julho subiu para 7,9 por cento ante 7,8 por cento em junho. Para as pessoas jurídicas, a inadimplência ficou estável em 4 por cento.

Por modalidade de crédito, a inadimplência nas aquisições de veículos ficou estável 6 por cento em julho na comparação com junho. O calote no cheque especial subiu em julho para 11,8 por cento ante 11,6 por cento no mês anterior. No crédito pessoal, o total das contas vencidas e não pagas em 90 dias ficou em 5,8 por cento em julho, maior que o percentual de 5,7 por cento em junho.

O BC informou que o spread --diferença entre o custo de captação do banco e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final-- atingiu 23,0 pontos percentuais em julho, contra 23,2 pontos no mês anterior.

A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas ficou 36,2 por cento em julho, menor que o percentual de 36,5 por cento em junho. Para as pessoas jurídicas, a taxa média de juros foi de 23,6 por cento em julho ante 23,8 por cento em junho.

Em junho, o calote médio havia recuado pela primeira vez desde março, reflexo também da maior cautela dos bancos em aprovar financiamento.

Recentemente, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que há espaço para mais crescimento no mercado de crédito e defendeu que a autoridade monetária está atenta à sustentabilidade desse setor.

(Por Tiago Pariz, Luciana Otoni e Alonso Soto)

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