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Crise na Caixa atinge Moreira Franco

Operaes com ttulos podres que podem somar R$ 1 bilho ocorreram no tempo em que ele era o vice-presidente responsvel pelo assunto

Crise na Caixa atinge Moreira Franco (Foto: Divulgação)

247 – A crise aberta na Caixa Econômica Federal, na qual vice-presidentes indicados pelo PT e pelo PMDB andam às turras, tem força suficiente para derrubar mais um ministro do governo da presidente Dilma Rousseff. Atual titular de Assuntos Estratégicos, o ex-governador do Rio Wellington Moreira Franco está no epicentro da venda ao mercado de cerca de R$ 1 bilhão em títulos lastreados pelo FCVS, cuja oneração não foi comunicada pela Caixa a compradores como o Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, e o banco Multiplic.

As operações descobertas agora ocorreram entre 2008 e 2009, quando Moreira era vice-presidente de Loterias. Essa área da Caixa foi apontada em auditoria interna como a responsável pelo mau acompanhamento da situação daqueles títulos, que foram vendidos em meio a uma situação de apagão tecnológico, com os sistemas fora do ar, provocado por uma pane na empresa terceirizada TI Stefanini.

O atual vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Fábio Cleto, fez, dentro da diretoria da Caixa, comunicações sobre a situação, procurando isentar-se de responsabilidade. Ele considerou a auditoria interna “limitada”, exatamente porque não aponta nomes dos responsáveis, no tempo das operações, por sua preparação e autorização.

Politicamente, a situação é delicada para ele, uma vez que o avançar das investigações pode chegar ao nome de Moreira como principal promotor dos negócios que, agora, se mostram irregulares. Ambos, afinal, são do PMDB. As conveniências partidárias, no então, podem ser rompidas caso prevaleça, no Palácio do Planalto, a vontade da presidente Dilma Rousseff em interferir pessoalmente no assunto, por meio de realizações de demissões no alto escalão da instituição. “A presidente quer entrar forte”, diz um interlocutor de Dilma. “Até onde ela pode ir, veremos”.