CVM absolve todos no caso Suzano/Petrobras

Grupo era acusado de uso de informação privilegiada na compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, em 2007. Autarquia inocenta por falta de provas

CVM absolve todos no caso Suzano/Petrobras
CVM absolve todos no caso Suzano/Petrobras (Foto: Divulgação)

247 - A Comissão de Valor Mobiliários (CVM) inocentou os 20 acusados de ganhos irregulares com uso de informação privilegiada (insider trading) na operação de compra da Suzano Petroquímica pela Petrobras, em 2007, por R$ 2,7 bilhões.

O colegiado da autarquia, incluindo a relatora do caso e diretora da CVM, Luciana Dias, absolveu os acusados na terça, 21, por falta de provas. Entre eles estavam o Banco Prosper, a Prosper Gestão de Recursos, executivos e funcionários do grupo, além de oito investidores da família Rzezinski, que operava pela corretora. Alguns tinham relação de amizade com os controladores da Suzano.

Segundo matéria do UOL, em abril de 2007, Petrobras e Suzano firmaram acordo de confidencialidade enquanto negociavam uma possível parceria. Meses depois, a negociação se transformou em uma operação de venda das ações da Suzano para a estatal de petróleo. Na época, a CVM percebeu uma negociação atípica das ações pelo Banco Prosper, responsável por 14% das negociações com ações da Suzano.

Em seu parecer, a diretora da CVM entendeu que, embora houvesse indícios de um possível insider trading, o uso de informação privilegiada não pode ser comprovado.

"A relação de amizade e parentesco não é suficiente isoladamente para caracterizar informação privilegiada", observou Luciana Dias. "O fato dos investidores agirem dentro do seu padrão de investimentos é indício de que não houve informação privilegiada."

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