Depressão Temer-Meirelles derruba investimentos

condição de Michel Temer, que está prestes a ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República, está espantando investimentos e prejudicando as perspectivas para a retomada da formação bruta de capital fixo; no cenário de indefinição causado pela resistência de Michel Temer ao cargo, algumas instituições reduziram as projeções para o investimento em 2017, passando a projetar uma nova queda

condição de Michel Temer, que está prestes a ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República, está espantando investimentos e prejudicando as perspectivas para a retomada da formação bruta de capital fixo; no cenário de indefinição causado pela resistência de Michel Temer ao cargo, algumas instituições reduziram as projeções para o investimento em 2017, passando a projetar uma nova queda
condição de Michel Temer, que está prestes a ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República, está espantando investimentos e prejudicando as perspectivas para a retomada da formação bruta de capital fixo; no cenário de indefinição causado pela resistência de Michel Temer ao cargo, algumas instituições reduziram as projeções para o investimento em 2017, passando a projetar uma nova queda (Foto: Aquiles Lins)

247 - A condição de Michel Temer, que está prestes a ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República, está espantando investimentos e prejudicando as perspectivas para a retomada da formação bruta de capital fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação).

Reportagem do Valor Econômico desta sexta-feira, 9, mostra que no cenário de indefinição causado pela resistência de Michel Temer ao cargo, algumas instituições reduziram as projeções para o investimento em 2017, passando a projetar uma nova queda para o componente da demanda que mais apanhou nos últimos anos.

Leia um trercho da reportagem:

"Para se ter uma ideia, a FBCF recuou nada menos que 29,8% em relação ao nível do terceiro trimestre de 2013.

Na série do IBGE das contas nacionais que se inicia em 1996, não há registro de um tombo remotamente parecido. A FBCF encolheu quase 20% no quarto trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009, na esteira da crise financeira global, mas logo se recuperou - nos últimos três meses de 2009, já havia superado o nível vigente no terceiro trimestre de 2008.

Nos três primeiros meses do ano, a FBCF recuou 1,6% em relação aos três meses anteriores, feito o ajuste sazonal, desempenho pior do que o esperado por boa parte do mercado - a média das estimativas dos economistas ouvidos pelo Valor Data era de uma baixa de 0,3%. Nos últimos 14 trimestres, a FBCF caiu em 13. A exceção foi o segundo trimestre do ano passado, quando houve alta de 0,1%.

O tombo da FBCF fez a taxa de investimento encolher brutalmente nos últimos anos. No primeiro trimestre, ela ficou em 15,6% do PIB, mais de cinco pontos percentuais do PIB abaixo dos 20,7% do PIB registrados no mesmo período de 2014. É um número mais baixo do que o de muitos países emergentes. No ano passado, a taxa ficou em 19,5% do PIB na África do Sul, em 21,6% do PIB no Chile, em 25,6% na Rússia, em 31,4% do PIB na Índia e em 44% do PIB na China, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI)."

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