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      Desaceleração na China pode ser ainda mais forte

      Crescimento da indústria da China cai em janeiro para mínima em seis meses; o resultado reforça preocupações de que a economia da China esteja perdendo fôlego e pode pesar sobre os mercados financeiros na segunda-feira, uma vez que investidores globais, já nervosos quanto à fuga de capital de mercados emergentes, podem ver nele mais uma razão para vender ativos mais arriscados

      Desaceleração na China pode ser ainda mais forte (Foto: Khaled El Fiqi)
      Leonardo Attuch avatar
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      PEQUIM, 1 Fev (Reuters) - O crescimento do setor industrial da China recuou para seu menor nível em seis meses em janeiro, afetado pela menor demanda local e externa, em um resultado que eleva temores de uma desaceleração econômica do país asiático.

      O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial caiu para 50,5 em janeiro ante 51 em dezembro, informou a Agência Nacional de Estatísticas neste sábado, em linha com as expectativas do mercado.

      O resultado reforça preocupações de que a economia da China esteja perdendo fôlego e pode pesar sobre os mercados financeiros na segunda-feira, uma vez que investidores globais, já nervosos quanto à fuga de capital de mercados emergentes, podem ver nele mais uma razão para vender ativos mais arriscados.

      O PMI deste sábado mostrou que as fábricas da China tiveram menor demanda por exportações e crescimento mais lento em novas encomendas no mês passado.

      Um sub-índice para novas encomendas caiu para a mínima em seis meses de 50,9, e os pedidos de exportações recuaram para 49,3, também o nível mínimo em seis meses e abaixo da faixa de 50 pontos que separa crescimento de contração nos PMIs.

      Analistas haviam alertado antes da divulgação dos dados que o feriado do Ano Novo Lunar, que começou em 31 de janeiro, provavelmente afetou a produção fabril do país no mês passado, conforme fabricantes fecharam as portas para o maior feriado anual do país.

      Fatores sazonais à parte, muitos especialistas apontaram que a economia da China está enfrentando dificuldades que só crescerão nos próximos meses, em meio às profundas reformas no país.

      (Reportagem de Koh Gui Qing)

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