Desemprego avança 13% em um ano entre os mais qualificados

Com a falta de proposta concreta para a recuperação econômica por parte do governo Jair Bolsonaro, 1,4 milhão de brasileiros com ensino superior completo estão sem trabalho, um aumento de 13%, de acordo com pesquisa Pnad Contínua, do IBGE

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247 - A pesquisa Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta 1,4 milhão de brasileiros com ensino superior completo sem trabalho. Os dados são referentes ao primeiro trimestre deste ano e representam um aumento de 13% em apenas um ano. Nos três primeiros meses de 2018, o número foi de 1,23 milhão.

O avanço da desocupação nesse segmento contrasta com a queda de 1,8% no total de desempregados no período.

"O tipo de emprego que tem sido gerado, responsável por alguma melhora no índice geral, em sua maioria não requer tanta qualificação", afirma Bruno Ottoni, pesquisador da consultoria iDados. Seu relato foi publicado no jornal O Globo.

A renda média dos profissionais com ensino superior caiu 0,9% em um ano, de R$ 5.710 para R$ 5.654. A média do trabalhador em geral subiu 1,5% entre os primeiros trimestres de 2018 e 2019, de R$ 2.478 para R$ 2.516.

De acordo com Maria Andreia Lameiras, pesquisadora do Ipea, os menos escolarizados sofrem mais com o desemprego, mas o andar de cima é afetado com mais força agora por causa da lentidão na recuperação econômica.

"Além de profunda, a crise é longa. Em momentos de dificuldade, as empresas primeiro cortam os funcionários com menos produtividade e salários mais baixos, preservando os mais qualificados, que receberam maior investimento em treinamento. Por conta da duração da crise, as empresas são obrigadas a dispensá-los".

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