Desigualdade social cresce há 17 trimestres no Brasil, aponta estudo da FGV

Trata-se do período mais longo de concentração de renda já vivenciado no País, não comparável nem com o pico histórico de 1989, de acordo com pesquisa com base na PNAD Contínua do IBGE

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

247 - A desigualdade social no Brasil voltou a crescer no 2º trimestre de 2019, fazendo com que o País complete seu mais longo período de elevação na concentração de renda de sua história. Trata-se do 17º trimestre consecutivo, segundo pesquisa da FGV Social, a partir de dados da PNAD Contínua do IBGE. 

De 2014 a 2019, a renda do trabalho da metade mais pobre da população caiu 17,1%, de acordo com a pesquisa. Já a renda dos 1% mais ricos subiu 10,11% no mesmo período. A renda da fatia da população considerada de classe média (entre os 40% intermediários) teve queda de 4,16%.

"Nem mesmo em 1989 que constitui o pico do nosso piso histórico de desigualdade brasileira houve um movimento de concentração de renda por tantos períodos consecutivos", diz o economista Marcelo Neri, autor do estudo Escalada da Desigualdade.

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