Dilma à Bloomberg: 'farei tudo pela meta fiscal'

"Vamos fazer um grande corte no orçamento deste ano", afirmou a presidente Dilma Rousseff, em entrevista à agência de notícias Bloomberg News; "Vou fazer tudo para cumprir a meta", acrescentou; presidente também afirmou que os cortes de gastos, como o adiamento de algumas despesas e a redução dos custos administrativos, serão responsáveis ​​por uma grande parte dos ajustes necessários para reduzir o déficit orçamentário; o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que o país está preparado para aumentar mais os impostos se as receitas não forem suficientes; mercado financeiro tem reagido bem ao compromisso de Dilma com o ajuste fiscal

Brasília- DF- Brasil- 26/02/2015- A presidenta Dilma Rousseff lança Programa Bem Mais Simples Brasil e o Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas, em cerimônia no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 26/02/2015- A presidenta Dilma Rousseff lança Programa Bem Mais Simples Brasil e o Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas, em cerimônia no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal vai fazer o que for preciso para cumprir a meta fiscal de 2015, disse a presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira em entrevista à agência Bloomberg News.

"Vamos fazer um grande corte" no orçamento deste ano, afirmou Dilma à agência. "Vou fazer tudo para cumprir" a meta, acrescentou.

Dilma começou seu segundo mandato em janeiro com um esforço concertado para evitar um rebaixamento do rating de crédito depois que anos de gastos não conseguiram estimular o crescimento da economia.

Destacando os desafios que enfrenta, dados divulgados nesta terça-feira mostraram que o déficit primário nos 12 meses até fevereiro ficou em 0,69 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), recorde para as contas públicas e distante da meta de superávit de 1,2 por cento do PIB em 2015.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que o país está preparado para aumentar mais os impostos se as receitas não forem suficientes para atingir a meta.

Dilma afirmou à Bloomberg que os cortes de gastos, como o adiamento de algumas despesas e a redução dos custos administrativos, serão responsáveis ​​por uma grande parte dos ajustes necessários para reduzir o déficit orçamentário.

(Reportagem de Caroline Stauffer)

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