Dirceu alertou Dilma sobre marido de Graça Foster

Quando foi chefe da Casa Civil, José Dirceu sugeriu que a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, tomasse conhecimento dos negócios de Colin Foster, marido de Graça Foster, na Petrobras; o mundo deu voltas, Graça está no poder e todos os amigos de Dirceu foram demitidos

Dirceu alertou Dilma sobre marido de Graça Foster
Dirceu alertou Dilma sobre marido de Graça Foster (Foto: Edição/247 )
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247 – Numa ofensiva para demonstrar que José Dirceu tomava conta do primeiro governo Lula e, portanto, sabia de tudo que se passava dentro e fora do Palácio do Planalto, o Estado de S. Paulo publica na sua edição de domingo (que, em São Paulo, circula nas tardes de sábado), uma série de documentos obtidos com base na Lei de Acesso à Informação sobre o primeiro governo Lula. Há momentos em que Dirceu trata de nomeações, de audiências com empresas e de atos da administração (leia mais aqui).

Nada que surpreenda, a não ser um documento em que o então chefe da Casa Civil alerta a então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, sobre os negócios de Colin Foster na Petrobras. Consultor, Colin é marido de Graça Foster, que, naquela época, era diretora da área de gás da estatal. Numa nota técnica, a de número 23/2004, Dirceu diz considerar “prudente” que Dilma tome conhecimento das denúncias contra Colin Foster.

Como se sabe, o mundo deu voltas. Dirceu foi abatido pelo escândalo do mensalão, pelo qual será sentenciado em breve. Dilma Rousseff, sua “companheira de armas”, se tornou ministra da Casa Civil e, na sequência, presidente da República. Um de seus gestos mais ousados foi a demissão de José Sergio Gabrielli, aliado de Lula e Dirceu, da Petrobras. Para o seu lugar, foi nomeada Graça Foster, que, nos últimos meses, tem apontado uma espécie de “herança maldita” deixada por Gabrielli. Além disso, Graça também degolou aliados de Dirceu de outros feudos – era o caso de Guilherme Estrela, que cuidava da área de exploração, a diretoria “que fura poço”, na célebre definição de Severino Cavalcanti.

A intenção do Estadão, com seus documentos, era conectar Dirceu à cadeia de comando do mensalão. Mas o que há de mais interessante na reportagem é o bastidor sobre a guerra bilionária na Petrobras.

 

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