Diretor da Goldman Sachs diz que Brasil pode crescer 4% no primeiro ano de Lula e Haddad

Alberto Ramos, do Goldman Sachs, diz que se Brasil não desacelerar vai crescer 4%

Da esq. para a dir. no círculo: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Da esq. para a dir. no círculo: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: ABR)


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247 – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil surpreendeu ao registrar uma expansão de 0,9% no último trimestre, superando as expectativas dos analistas, que estimavam um avanço mais modesto de 0,2%. Essa reviravolta inesperada está levando a uma série de revisões nas previsões de crescimento econômico para 2023, indicando um cenário otimista para a economia do país. Ramos acredita que o crescimento econômico brasileiro pode atingir cerca de 4%, segundo informações da revista Veja. No entanto, ele aponta para vários fatores que podem contribuir para uma desaceleração, incluindo altos níveis de endividamento das famílias, uma política monetária restritiva e um cenário externo que está desacelerando.

O diretor do Goldman Sachs observa que a performance do PIB no segundo trimestre foi surpreendente, especialmente no setor agropecuário, que teve uma contração menor do que o esperado. Isso sinaliza uma possível reversão nas próximas leituras econômicas. No início do ano, as projeções apontavam para um crescimento de apenas 0,8%, mas agora o Brasil está caminhando para superar a marca dos 3%.

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Ramos destaca que muitos fatores contribuíram para esse desempenho robusto, incluindo o estímulo fiscal nos últimos meses do governo Jair Bolsonaro e nos primeiros meses do governo Lula. O Bolsa Família triplicou, beneficiando um número significativamente maior de pessoas, e houve uma mudança comportamental dos consumidores devido à pandemia, resultando em uma demanda represada.

No entanto, Ramos alerta que a economia brasileira não pode contar com esse ritmo de crescimento indefinidamente. Ele prevê um período de desaceleração nos próximos semestres, devido ao endividamento das famílias, à política monetária restritiva e ao cenário externo desfavorável. No entanto, se o Brasil conseguir manter seu ímpeto de crescimento, mesmo diante dessas adversidades, ele poderia atingir um crescimento de 4% até o final do ano.

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