Ibovespa cai 2% e dólar bate R$ 5,40 em dia de estresse global

Segundo a Correparti Corretora, 'investidores estão preocupados sobre a consequência que os apertos monetários dos grandes bancos centrais do mundo'

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


SÃO PAULO (Reuters) - O dólar acelerou seus ganhos nesta segunda-feira e há pouco bateu a marca de 5,40 reais, nos maiores patamares em dois meses, estendendo rali iniciado no fim da semana passada em meio a temores globais sobre altas de juros agressivas demais e risco de recessão.

Às 13:26 (de Brasília), o dólar à vista avançava 2,84%, a 5,3973 reais na venda. No pico do dia, a moeda norte-americana saltou 2,89%, a 5,4000, patamar não visto desde 25 de julho.

No mesmo horáio, o Ibovespa registrava queda de 2,25%, a R$ 109.204,18 pontos. 

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 2,54%, a 5,4025 reais.

A moeda norte-americana se valorizava pelo segundo pregão consecutivo, depois de fechar a última sessão em alta de 2,59%, a 5,2483 reais na venda, maior valorização diária desde 22 de abril (+4,07%) e maior patamar para encerramento desde o último dia 16 (5,2609 reais).

"Investidores ainda (estão) preocupados sobre a consequência que os apertos monetários dos grandes bancos centrais do mundo podem levar às economias, uma recessão", disse Jefferson Rugik, presidente executivo da Correparti Corretora, notando o fortalecimento generalizado do dólar no exterior.

Um índice da divisa dos Estados Unidos contra uma cesta de seis pares fortes acelerou seus ganhos nesta tarde para 0,8%, operando nos maiores patamares em duas décadas e mostrando alta contra todas divisas relevantes do mundo.

O real tinha o pior desempenho global no dia, seguido pelo peso chileno.

Investidores têm fugido rapidamente de ativos considerados arriscados nos últimos dias, principalmente desde que o Federal Reserve subiu sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual pela terceira vez seguida na quarta-feira passada e projetou uma trajetória de aperto monetário mais agressivo do que o inicialmente esperado pelos mercados.

No âmbito doméstico, colaborava para o nervosismo de investidores a aproximação da eleição presidencial de domingo.

A última semana de campanha antes do primeiro turno será marcada por uma avalanche de pesquisas eleitorais, com todas as atenções voltadas para possíveis indícios sobre as chances de o líder nas pesquisas Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liquidar a fatura já no dia 2 de outubro.

(Por Luana Maria Benedito)

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