Dólar vai a R$ 5,36 com 'crash' do petróleo e expectativas sobre corte da Selic

Os preços do petróleo Brent chegaram a desabar para menos de 16 dólares por barril, tocando o menor nível desde 1999, com o mercado inundado por excesso de oferta à medida que empresas param sua atividade e consumidores ficam em casa para tentar frear a disseminação da pandemia

(Foto: REUTERS/Jessica Lutz)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar ampliava a alta nesta quarta-feira pós-feriado, chegando a tocar 5,36 reais em mais um dia aversão a risco nos mercados globais devido ao ‘crash’ dos preços do petróleo, que evidenciam o forte impacto do coronavírus na atividade econômica, enquanto expectativas de corte da Selic pressionavam a moeda brasileira.

Às 10:16, o dólar avançava 0,75%, a 5,3581 reais na venda. Na máxima do dia, a cotação tocou a máxima histórica de 5,36 reais na venda.

Na B3, o dólar futuro subia 0,62%, a 5,3545 reais.

Nesta quarta-feira, os preços do petróleo Brent chegaram a desabar para menos de 16 dólares por barril, tocando o menor nível desde 1999, com o mercado inundado por excesso de oferta à medida que empresas param sua atividade e consumidores ficam em casa para tentar frear a disseminação da pandemia.

Na segunda-feira, o contrato de maio do petróleo dos Estados Unidos caiu para território negativo, com os investidores pagando para não terem que receber os barris da commodity.

“Essa queda bastante violenta do preço do barril mostra, para mim,(...) que o nível de atividade global está muito pior do que o inicialmente pensado”, disse André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton, em live no Youtube.

No exterior, o dólar apresentava desempenho misto ante moedas arriscadas, estável contra a lira turca e caindo ante peso mexicano e rand sul-africano.

No cenário doméstico, analistas destacavam as expectativas de corte de juros após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizer na segunda-feira que o cenário analisado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última reunião mudou.

“O que falamos é que entendemos que as condições que tínhamos no Copom mudaram muito de lá para cá, inclusive as expectativas de inflação”, disse Campos Neto. Na ocasião da última reunião do Copom, o colegiado cortou a Selic em 0,50 ponto percentual e avaliou que tanto uma redução maior no juro quanto afrouxamentos monetários adicionais poderiam se tornar “contraproducentes”.

O corte da taxa básica de juros a mínimas recordes sucessivas tem sido fator de pressão sobre o real, uma vez que reduz rendimentos locais atrelados à Selic, tornando o cenário brasileiro menos atraente para o investidor estrangeiro. Esse contexto é ainda agravado pela pandemia de coronavírus e conflitos políticos recentes entre Executivo e Legislativo.

No último pregão, na segunda-feira, o dólar interbancário fechou em alta 1,40%, a 5,3092 reais na venda.

O Banco Central realizará nesta quarta-feira leilões de swap tradicional de até 10 mil contratos com vencimento em setembro de 2020 e janeiro de 2021.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo APOIA.se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247