Donos do BMG reestruturam negócios com novas apostas
Segundo o jornal Valor, família Pentagna Guimarães, dona do banco, quer fortalecer atividades fora do ramo financeiro, especialmente em energia e agricultura. Planos incluem Moçambique
247 - A família Pentagna Guimarães, dona do banco BGM e tradicionalmente dedicada ao setor financeiro, quer diversificar as atividades do grupo e está apostando em novos negócios para melhor distribuir a lucratividade com o setor não-financeiro, dos atuais 80% e 20%, para uma relação mais equilibrada, de cerca de 50% para cada, segundo o jornal Valor Econômico.
O vice-presidente da holding não-financeira da família mineira, Daniel Ribeiro Kaltenbach, disse ao Valor que "a expectativa da família é que o BMG continue crescendo, mas, que dentro de cinco anos, a dependência em relação à instituição e a outras empresas do setor financeiro seja menor".
Na semana passada, o BMG criou com o Itaú Unibanco um novo banco dedicado exclusivamente ao crédito consignado. Segundo Kaltenbach, o novo banco "pode ajudar a fortalecer a marca BMG em outros negócios e vice-versa". A meta do grupo, assinalou ao Valor, é aproximar a lucratividade das atividades não-financeiras à do BMG, que teve lucro líquido de R$ 583,5 milhões em 2011. O patriarca Flávio Pentagna Guimarães preside a holding não-financeira e participa ativamente das discussões sobre os novos projetos.
A diversificação dos negócios inclui, ainda segundo o Valor, investimentos em energia (R$ 500 milhões nos próximos dois anos) e agricultura. A holding não-financeira do grupo está construindo usinas eólicas no Rio Grande do Norte e no Ceará, em parceria com Furnas, e de linhas de transmissão, com a Abengoa, informa o jornal.
A família também pretende investir em Moçambique, diz o Valor, em projeto de plantio de soja ou tomate destinados à exportação para os mercados sul-africano, asiático e do Oriente Médio.
Com as novas apostas, uma das empresas do grupo, a Brasfrigo (dona de marcas Jurema, Jussara e Tomatino), encerra suas atividades. "Nosso objetivo é manter o foco em alguns segmentos que consideramos estratégicos para o desenvolvimento do País, em setores do futuro", comentou Kaltenbach ao Valor.