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Economia

E agora, Abílio, o que fazer, para onde ir?

Diniz perdeu a briga de rua com o Casino pela fuso Po de Acar-Carrefour, mas isso no significa que ele desistiu; consultores apostam em novos litgios com os franceses; histrico brigador do empresrio corrobora essa viso

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Rodolfo Borges_247 – Acostumado a acumular vitórias durante sua vida empresarial, o empresário Abílio Diniz apostou alto na fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e o Carrefour e foi batido pela reação da opinião pública e pelo rival Jean-Charles Naouri, presidente do grupo Casino. Agora que, às vésperas de completar 70 anos, ele jogou a toalha, o que fará Abílio? Vai ficar e brigar? Tentar vender sua fatia no grupo Pão de Açúcar para o Casino e retomar a carreira solo? Aposentar-se e dedicar o resto da vida às maratonas?

O histórico do dono do Pão de Açúcar mostra que ele não deve desistir tão fácil. A fama de brigador vai tão longe que, na França, já se cogita a possibilidade de Abílio romper litigiosamente com o parceiro, alegando que o grupo francês quebrou a cláusula do acordo da holding Wilkes que defende o melhor proveito para o grupo. Pessoas do círculo de amizade do empresário dizem que não se surpreenderiam com a dissolução da sociedade.

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Outra opção é renegociar o contrato com a Casino, algo que o empresário só deve fazer depois da próxima reunião do Conselho de Administração da Wilkes, marcada para o dia 2 de agosto. “Ele não vai desistir até lá. Sempre acreditei que sua briga é pela manutenção do controle”, diz Márcio Roldão, sócio da consultoria de gestão empresarial Avention, que já prestou serviços ao Pão de Açúcar. O Casino assume o controle do Pão de Açúcar em 2012, graças a acordo firmado em 2005.

A Península Participações, que representa os interesses da família Diniz, reconheceu em nota que “nas presentes condições, não é factível prosseguir” com a proposta de fusão. Isso, contudo, não quer dizer que Abílio desistiu da ideia de associar-se ao Carrefour. O BTG Pactual mantém esperanças de convencer o Casino a aprovar o negócio. A diferença, agora, é que o BNDES declarou-se oficialmente fora da articulação.

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Se a insistência não der certo, Abílio pode tentar forçar uma renegociação de contrato com a Casino. “Talvez a estratégia esteja baseada em dizer: éramos de um determinado tamanho quando assinamos o contrato. Agora, depois da compra das Casas Bahia e do Ponto Frio, entre outros, nosso tamanho é outro, bem maior”, analisa Roldão, que aposta numa tentativa do empresário brasileiro de inverter os papéis, passando de réu a acusador.

Esse não é o primeiro percalço por que Abílio Diniz passa na carreira. O empresário teve de brigar com o irmão Alcides pelo controle do Grupo Pão de Açúcar depois que seu pai, Valentim dos Santos Diniz, dividiu as ações da empresa entre os cinco filhos. Abílio também se envolveu em polêmicas com as famílias Sendas, do supermercado Sendas, e Klein, das Casas Bahia, e saiu por cima em todas elas. Você acredita que alguém com esse histórico se renderá facilmente?

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