Economia melhora, mas mercado financeiro mantém má vontade com Lula
Pesquisa "O Que pensa o mercado financeiro", realizada pela Genial/Quaest, foi divulgada nesta quarta-feira (22)
247 - Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (22) aponta que o mercado financeiro reduziu as expectativas sobre as políticas econômicas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a despeito das melhorias dos indicadores. A avaliação negativa passou de 47% em setembro para 52% em novembro. Já os que consideram o desenho regular passou de 41% para 39%, e os que avaliam como positivo passou de 12% para 9%. A avaliação negativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está em 24%, ante 23% em setembro e 11% em julho.
O estudo “O Que pensa o mercado financeiro", feito junto a 100 gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão de fundos de investimento do Rio de Janeiro e de São Paulo, aponta que 39% dos analistas do mercado financeiro avaliam que Haddad saiu enfraquecido das discussões sobre a meta fiscal, enquanto apenas 12% veem sua posição fortalecida.
Ainda segundo o levantamento, em março 73% temiam uma recessão em 2023, agora apenas 27% acreditam nessa possibilidade. Quanto ao crescimento do PIB, 51% preveem um aumento inferior a 3%, apesar de, no início do ano, o mercado apostar em pouco mais de 0,5%. A surpresa do crescimento é atribuída por 67% às "medidas anteriores", enquanto apenas 5% creditam a expectativa positiva ao governo Lula e 28% ao cenário internacional.
A falta de privatizações, a ausência de liberalização econômica e a não aprovação da Reforma Tributária são apontadas como pontos que pesaram na avaliação negativa. A desconfiança na política econômica atinge 73%, indicando um aumento da insatisfação, que havia recuado para 53% em julho.