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Egípcio é a melhor opção para a TIM Brasil

Há duas alternativas para a o país no imbróglio envolvendo a possível venda da subsidiária brasileira da Telecom Itália: ou ele ou o cartel; Naguib Sawiris informa que fará uma proposta, um negócio que pode chegar a € 20 bilhões; a outra opção na mesa do ministro Paulo Bernardo seria permitir que a Telefônica assuma o controle e fatie a empresa entre Vivo, Claro e Oi, concentrando ainda mais o mercado de uma telefonia celular cara e ruim

Há duas alternativas para a o país no imbróglio envolvendo a possível venda da subsidiária brasileira da Telecom Itália: ou ele ou o cartel; Naguib Sawiris informa que fará uma proposta, um negócio que pode chegar a € 20 bilhões; a outra opção na mesa do ministro Paulo Bernardo seria permitir que a Telefônica assuma o controle e fatie a empresa entre Vivo, Claro e Oi, concentrando ainda mais o mercado de uma telefonia celular cara e ruim (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - O bilionário Naguib Sawiris está disposto a comprar a TIM caso a Telecom Italia resolva vender a subsidiária brasileira. O egípcio, dono de uma fortuna estimada em US$ 2,5 bilhões, lidera grupo de investidores que já estaria pronto para a compra da companhia, informa o jornal Folha de S. Paulo na edição deste sábado: "Farei uma proposta", disse ele ao diário paulistano. O negocio poderia chegar a € 20 bilhões.

A oferta poderia ser a solução que o governo brasileiro aguarda para o problema da empresa de telefonia celular. Até então a única alternativa posta na mesa era permitir que o grupo espanhol Telefônica assumisse as operações da TIM Brasil. O plano, porém, criaria um oligopólio da telefonia celular no Brasil, já que a estratégia supõe o fatiamento da empresa, com repartição aos grupos Claro e Oi.

Isso concentraria ainda mais o mercado brasileiro, cuja telefonia celular é uma das mais caras do mundo e o serviço, de qualidade questionável. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, havia se posicionado contra a solução. A decisão, porém, ficaria a cargo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Agora, surge o que aparenta ser a melhor solução para os consumidores.

A  notícia de que a Telefónica estaria trabalhando em uma oferta conjunta para assumir a TIM Participações e quebrar a unidade wireless local da Telecom Itália, também conhecida como TIM Brasil, foi noticiada pela Reuters no início do ano, citando um jornal italiano.

O diário Il Sole 24 Ore disse que a Telefónica, que em parte é dona da TIM Brasil por meio de seus 15% de participação na Telecom Italia, está buscando criar um veículo de investimento com os seus dois principais rivais no mercado móvel brasileiro para comprar a unidade e separá-la.

Os dois rivais seriam a America Movil de Carlos Slim, dono da operadora móvel Claro, e a brasileira Oi.

O jornal disse que o banco de investimento Pactual trabalhava no negócio. O veículo poderia, inclusive, receber financiamento de bancos estatais para promover a consolidação do setor.

O jornal acrescentou que uma oferta pela TIM Brasil poderia ocorrer antes do fim do mês, e disse que o conselho da Telefónica se reunirá no início da próxima semana para discutir o assunto.

Já o jornal italiano Il Giornale informava que o comitê estratégico da Telefónica discutiria o assunto.

Em dezembro, fontes disseram à Reuters que a Telefónica tinha 18 meses para reduzir o controle no mercado de telefonia móvel brasileiro, dando-lhe tempo para prosseguir com a sua opção preferida: vender a TIM da Telecom Italia entre meados de 2014 e meados de 2015.