Em apenas 4 meses, Bolsonaro corta projeção do PIB pela segunda vez
Depois de apenas quatro meses de governo, que lançou o país numa desorganização econômica sem precedentes, a equipe econômica de Bolsonaro reduziu pela segunda vez a projeção de crescimento do PIB; em janeiro, a projeção de crescimento era de 2,5%; em março, foi reduzida para 2,2%; agora, os assessores de Paulo Guedes preparam-se para anuncia um corte ainda maior, para 1,5%
247 - Depois de apenas quatro meses de governo, que lançou o país numa desorganização econômica sem precedentes, a equipe econômica de Bolsonaro reduziu pela segunda vez a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Em janeiro, Jair Bolsonaro tomou posse com uma projeção de crescimento de 2,5%; em março, reduziu para 2,2%; agora, os assessores de Paulo Guedes preparam-se para anuncia um corte ainda maior, para 1,5%. No ritmo em que caminha a economia, em crise profunda, prevê-se novas revisões para baixo ao longo do ano.
A projeção inicial, de 2,5% integrava a Lei Orçamentária deste ano, aprovada no governo Temer, mas com anuência da equipe de Bolsonaro. A redução para 2,2% foi anunciada Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado em 22 de março pelo Ministério da Economia.
As projeções do mercado financeiro são no mesmo sentido das da área econômica do governo, composta em boa medida atores do mercado, especialmente bancos e corretoras. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou na última quarta-feira (8) um corte em suas previsões para o crescimento PIB 2% para 1,5%. Foi a a terceira redução seguida nas previsões da entidade.
As projeções dos executivos de bancos e outras instituições financeiras consolidadas pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus têm apresentado projeções cada vez menores, com mais de dez reduções consecutivas no último período.
Com informações do Valor Econômico e EBC.