Em delação, Eike Batista entrega tubarões do mercado financeiro que o ajudaram a enganar pequenos investidores

Os bancos citados são JP Morgan, Goldman Sachs, BTG Pactual, ItaúBBA, Morgan Stanley e Credit Suisse

Eike Batista
Eike Batista (Foto: Reprodução | Reuters)

247 – O ponto central da delação premiada do empresário Eike Batista são tubarões do mercado financeiro que o ajudaram a manipular o mercado acionário com as ações das empresas do grupo EBX, como OGX, de petróleo, MMX, de mineração, MPX, de energia, e LLX, de logística. "O prato principal da delação de Eike Batista, fechada ontem com a PGR depois de uma longa negociação, são os bancos. Provavelmente, a colaboração de Eike morreria na praia se ele não falasse sobre as operações que fazia com JP Morgan, Goldman Sachs, BTG Pactual, ItaúBBA, Morgan Stanley e Credit Suisse", informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna.

"O ex-homem mais rico do Brasil detalhou operações irregulares com esses bancos no valor total de cerca de US$ 1 bilhão. As irregularidades foram feitas feitas num longo período — tanto no seu auge, quando chegou a ser a sétima maior fortuna do mundo, como nos anos de derrocada do império X. Por meio de uma operação financeira conhecida no mercado por P-notes, Eike comprava e vendia no exterior ações do seu grupo sem se identificar. Assim, podia fraudar e manipular o mercado, utlizar-se de inside informations e outras irregularidades. Eike não envolveu os presidentes destes seis bancos na delação. Contou aos procuradores apenas os nomes dos diretores que participavam, na outra ponta, das operações. O que não significa que os CEOS não possam sofrer consequências, pois a partir da homologação da delação é que as investigações sobre os ilícitos começarão", aponta ainda o jornalista.

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