Em encontro com Gleisi, eletricitários alertam para risco de colapso do setor
Os trabalhadores defendem a reestatização da Eletrobrás e celeridade no julgamento da ADI 7385/2023, que busca assegurar o poder de voto da União no conselho de administração
247 - Durante um encontro com a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), membros do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) reiteraram a apreensão dos trabalhadores em relação à situação do setor elétrico, especialmente agravada pelo recente apagão em São Paulo, resultante de um forte temporal que deixou milhares de pessoas sem energia. >>> Em carta aberta a Lula, Coletivo Nacional dos Eletricitários fala em "risco de colapso" do sistema elétrico brasileiro
Líderes do CNE, provenientes de diversas regiões do país, destacaram a atuação prejudicial da Diretoria e do Conselho de Administração da Eletrobrás, que implementam medidas prejudiciais aos trabalhadores e afetam os consumidores, colocando em constante risco o sistema elétrico brasileiro.
Os trabalhadores advogam pela reestatização da empresa e pedem celeridade no julgamento da ADI 7385/2023, que busca garantir que o poder de voto da União no conselho de administração da companhia seja proporcional à sua participação acionária.
A presidente do PT reafirmou o compromisso do partido com a defesa da soberania sobre o setor elétrico nacional e com a luta dos trabalhadores, lembrando a posição histórica da legenda contra a privatização de serviços públicos essenciais, como água e energia, citando os casos da Sabesp e da Eletrobrás.
Na segunda-feira (6), os eletricitários divulgaram uma carta aberta ao presidente da República, alertando para a grave situação da Eletrobrás. Na quarta-feira, realizaram uma manifestação em defesa do setor elétrico nacional, que enfrenta ameaças desde a privatização da estatal durante o governo passado. Na quinta-feira, a Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), promoveu uma audiência pública para discutir os direitos dos trabalhadores, que são alvos de assédio moral, demissões em massa e acidentes de trabalho, prejudicando os serviços e o atendimento aos consumidores.
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) é uma coalizão composta por uma confederação, dez federações, cinco intersindicais, 34 sindicatos e cinco associações, representando milhares de trabalhadores, incluindo 12 mil da Eletrobrás e de suas subsidiárias Chesf, Furnas, Eletronorte e CGT Eletrosul.