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Em meio à pandemia, receitas federais despencam 30% em abril

Queda de 30% em termos reais e mais de 28% em termos nominais está ligada a retração da atividade econômica devido as medidas de isolamento social, além do adiamento do pagamento de impostos e tributos em função da pandemia

Moedas Real (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

247 - A arrecadação líquida dos tributos federais caiu cerca de 30% em termos reais e mais de 28% em termos nominais ao longo do mês de abril quando em comparação com o mesmo mês do exercício anterior. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, a queda nas receitas deverá ser ainda maior, uma vez que os dados atuais ainda não encamparam a os efeitos do adiamento da contribuição patronal ao INSS e nem a arrecadação administrada por outros órgãos púbicos. 

Ainda segundo a reportagem, a retração das receitas está atrelada à queda da atividade econômica devido as medidas de isolamento social , o adiamento para os meses de agosto e outubro dos pagamentos da Cofins, do PIS/Pasep, da contribuição patronal ao INSS  sobre os meses de abril e maio, redução a zero da alíquota do IOF por 90 dias, além do adiamento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física, que ficou para o final de junho. 

Em abril, a  receita líquida da Cofins caiu 52%, em termos nominais e 54%, em termos reais, na comparação com abril do ano passado. Já a receita líquida do PIS/Pasep despencou 49%, em termos nominais e 50% em termos reais. O adiamento do IRPF fez a receita originária deste tributo cair 42% em termos nominais e 33% em termos reais. O IOF teve queda nominal de 34%.