Embargo da China à carne brasileira perdura, mas queda nos preços internos é incerta

Para além de questões técnicas e sanitárias, o governo chinês está reduzindo o consumo para induzir uma queda no preço da carne

Liberação envolve 9 unidades de suínos e três de bovinos
Liberação envolve 9 unidades de suínos e três de bovinos (Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux)
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Carta Capital - No dia 4 de setembro, após a confirmação de dois casos atípicos de “mal da vaca louca”, a China suspendeu as importações da carne bovina brasileira. Os dois casos foram confirmados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e foram detectados em frigoríficos distintos, um caso no Mato Grosso e o outro em Minas Gerais. Ainda segundo o MAPA, a suspensão temporária ocorreu em cumprimento aos protocolos sanitários firmados entre Pequim e Brasília para o comércio de carne bovina, e já perdura há dois meses, sem previsão de retomada das exportações brasileiras à China.

Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), há cerca de 110 mil toneladas de carne retidas em portos chineses, com a certificação sanitária anterior, pendentes de liberação das autoridades chinesas, que mantêm o veto mesmo após a confirmação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que as ocorrências não representam um risco para a cadeia de produção bovina, tratam-se de casos que isolados e não representam “risco à saúde humana”. 

A indústria pecuária é fortemente afetada com esse embargo, já que o Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, com 2,2 milhões de toneladas exportadas em 2020, responsável por cerca de 14,4% do mercado internacional, e a China é a principal compradora, representando cerca de 60% das exportações brasileiras de carne bovina congelada no primeiro semestre de 2021, segundo dados do Ministério da Economia.

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Leia a íntegra na Carta Capital.

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