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Economia

Empresa dos dólares na cueca é sócia do FGTS

Alupar, de Paulo Godoy, j recebeu R$ 527,5 milhes do FI-FGTS equer mais R$ 300 milhes; empresa a mesma que, segundo o MP do Cear pagou propina ao petista Jos Adalberto da Silva, famoso por transportar dinheiro nas partes ntimas; em nota, empresa rebate acusao

Empresa dos dólares na cueca é sócia do FGTS (Foto: Divulgação)
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247 – A imagem de um assessor parlamentar do PT, preso por transportar dólares na cueca, ficará para sempre guardada no anedotário político brasileiro. O nome dele era José Adalberto Vieira da Silva, que trabalhava como assessor parlamentar do deputado José Guimarães. Antes de ser flagrado, com as verdinhas nas partes íntimas, José Adalberto havia visitado os escritórios do grupo Alusa, que pertence ao empresário Paulo Godoy. Este, por sua vez, é também presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base, a Abdib, que reúne as grandes empreiteiras brasileiras. À época, em 2005, o Ministério Público do Ceará concluiu que o dinheiro transportado na cueca era uma propina referente a um empréstimo de R$ 300 milhões obtido pela Alusa, de Paulo Godoy, junto ao Banco do Nordeste. Ou seja, uma retribuição pelos juros subsidiados.

A novidade agora é que, esta mesma Alusa, é sócia do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Brasil 247 teve acesso a todos os valores contratados pelo FI-FGTS desde 2008. Este fundo, cujos empréstimos são decididos por representantes da Caixa Econômica Federal e do Ministério do Trabalho, do polêmico Carlos Lupi, já distribuiu R$ 17,4 bilhões nos últimos três anos. E, além de emprestar recursos com taxas bem abaixo das que são cobradas das empresas normais, sem acesso aos favores oficiais, o FI-FGTS também adquire participações acionárias.

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Pois bem: a Alupar, de Paulo Godoy, é um dos clientes preferenciais do FI-FGTS. Em 12 de dezembro de 2008, o FI-FGTS desembolsou R$ 42 milhões na compra de ações da Alupar – Ijuí Energia. Uma semana depois, em 18 de dezembro, foram R$ 22,5 milhões para a Alupar Queluz. No mesmo dia, mais R$ 21,9 milhões para a Alupar Lavrinhas. Em 30 de janeiro de 2009, R$ 40,9 milhões para a Alupar Foz do Rio Claro. Mais recentemente, em 23 de setembro de 2009, a Alupar Participações recebeu R$ 400 milhões. Em todos os casos, não foram empréstimos – o FGTS, que pertence aos trabalhadores brasileiros, se associou à Alupar, de Paulo Godoy.

Um novo pedido

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Até agora, o grupo comandado pelo presidente da Abdib já recebeu R$ 127.524,120,00 do FI-FGTS. O maior negócio, no entanto, pode ocorrer nos próximos dias, quando o fundo avaliará uma operação de R$ 300 milhões, a ser fechada com a Hidrelétrica Ferreira Gomes, que também pertence à Alupar. Neste caso, seria um empréstimo, com juros subsidiados – a uma taxa de 7% ao ano.

Procurada pela reportagem do 247, a Alupar divulgou a seguinte posição:

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"A respeito das suposições publicadas nesse veículo como se fossem fatos, a Alupar esclarece que jamais teve qualquer relação com o citado episódio que envolveu o cidadão José Adalberto da Silva. Esse equívoco, ventilado à época dos fatos, já foi suficientemente desmentido e é uma deslealdade resgatá-lo sem informar que a suposição foi devidamente descartada.

É igualmente grave e inaceitável a afirmação de que a Alusa tenha recebido qualquer valor proveniente do FI-FGTS. Essa inverdade factual demonstra a leviandade da acusação.

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Em relação ao uso das verbas do FI-FGTS para apoiar projetos de infraestrutura destinados a alavancar o desenvolvimento e a criação de empregos, a Alupar esclarece que todos os procedimentos cercaram-se da mais rigorosa observância da lei — diferentemente do que induz o texto. A transparência dos projetos pode ser conferida e confirmada no site da Alupar. Imputar ilegalidade, ilegitimidade ou imoralidade à parceria é atender propósitos divorciados do interesse público."

 

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Também procurada, a Caixa, até o presente momento, também não se manifestou sobre as operações fechadas com a Alupar, por meio do FI-FGTS.

 

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