Esquema do MBL adotou estratégia de comprar empresas quase falidas para não pagar impostos

“Eles não declaram nem pagam os tributos, e com isso enriquecem com a apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais”, justificou a Receita Federal no pedido que resultou na prisão de empresários ligados ao MBL

(Foto: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL)
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247 - Apesar da operação que resultou na prisão de dois empresários ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) pela suspeita de desvios de R$ 400 milhões de empresas, o juiz Marco Antonio Vargas não determinou  a suspensão das atividades econômicas alegando que devido à pandemia o momento atual “exige a preservação de empregos e a viabilização de exercício de atividades laborativas lícitas”. A Receita Federal, porém,  diz que uma das estratégias adotadas no esquema envolvia a aquisição de empresas quase falidas para fugir do pagamento de impostos.

Segundo reportagem da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a estratégia de comprar empresas à beira da falência foi adotada pela família de Renan Santos, um dos líderes do MBL. “Eles não declaram nem pagam os tributos, e com isso enriquecem com a apropriação indevida dos tributos pagos pelos consumidores finais”, teria justificado a Receita no pedido de prisão. 

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