EUA reduz Brasil a fazenda exportadora de alimentos

"Para a coalizão novecentista liderada por banqueiros, latifundiários e detentores de grandes riquezas, o Brasil será levado a se consolidar internacionalmente como fazenda exportadora de alimentos e minérios" diz o economia Marco Aurélio Cabral Pinto; para ele, "ataques contra a Eletrobras e a Petrobras, a destruição das firmas de engenharia de construção civil pesada e, sem esquecer, a venda de controle acionário da Embraer para a Boeing, reforçam evidências de que o capital industrial 'nacional' encontra-se em curso de extinção forçada"

EUA reduz Brasil a fazenda exportadora de alimentos
EUA reduz Brasil a fazenda exportadora de alimentos (Foto: Alan Santos/PR)

247 - "Para a coalizão novecentista liderada por banqueiros, latifundiários e detentores de grandes riquezas, o Brasil será levado a se consolidar internacionalmente como fazenda exportadora de alimentos e minérios" escreve o doutor em Economia Marco Aurélio Cabral Pinto na Carta Capital. "Para os porta-vozes destes interesses, não há necessidade de se desenvolver indústria, ao contrário. Alega-se que 'grupos populistas' enganam a sociedade com promessas falsas para promover 'corrupção e favorecimento'. Assim, defendem a 'diminuição' do Estado como vacina contra 'a ineficiência'".

"Com isso, nos últimos 25 anos os EUA (corporações+Estado) afirmaram a condição do Brasil como entreposto industrial para a América do Sul. À engenharia local, com honrosas exceções, coube a tarefa de 'tropicalizar' produtos e processos concebidos no eixo liderado pelos EUA". "Os recentes (porém recorrentes) ataques contra a Eletrobras e a Petrobras, a destruição das firmas de engenharia de construção civil pesada e, sem esquecer, a venda de controle acionário da Embraer para a Boeing, reforçam evidências de que o capital industrial 'nacional' encontra-se em curso de extinção forçada no século 21".

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