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Economia

“EUA são um dos parceiros fundamentais do Brasil”

Em discurso no encerramento do Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil quer ampliar as relações com os Estados Unidos, não apenas entre os governos, mas também com as empresas norte-americanas, a sociedade e com a academia

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Em discurso no encerramento do Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil quer ampliar as relações com os Estados Unidos, não apenas entre os governos, mas também com as empresas norte-americanas, a sociedade e com a academia (Foto: Gisele Federicce)
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Gislene Nogueira - Correspondente da Agência Brasil/EBC

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (29) que o Brasil quer ampliar as relações com os Estados Unidos, não apenas entre os governos, mas também com as empresas norte-americanas, a sociedade e com a academia. Segundo ela, os Estados Unidos são um dos parceiros fundamentais do Brasil tanto no que se refere ao comércio quanto aos investimentos.

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Em discurso no encerramento do Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, em Nova York, ela disse que o Brasil e os Estados Unidos têm uma longa história de cooperação e integração econômica e compartilham uma trajetória de experiências comuns.

Os norte-americanos são os principais investidores estrangeiros no Brasil, com aplicações que somam US$ 116 bilhões em 2013. Três mil empresas dos Estados Unidos atuam no Brasil em áreas como petróleo, gás, energia elétrica, bancos, telecomunicações, atividades imobiliárias, automóveis, metalurgia e agricultura.

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As empresas brasileiras têm um estoque de US$ 15,7 bilhões investidos em negócios como alimentação, siderurgia, serviços de informação e produtos farmacêuticos.

A presidenta disse que o Brasil tem interesse em parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. E comentou que a visita à Califórnia tem o objetivo de aprofundar contatos em três áreas: tecnologia da informação, biotecnologia e de defesa, sobretudo, aeroespacial.

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Dilma ressaltou que o Brasil e os Estados Unidos têm muitas semelhanças. "O Brasil é um país continental como os Estados Unidos; nós temos um grande mercado consumidor; somos uma economia de mercado; temos tradição de transparência; respeitamos contratos; e temos uma institucionalidade bastante forte no que se refere à segurança jurídica". A presidenta acrescentou que os dois países são sociedades democráticas com instituições sólidas, estabilidade política e respeitam a liberdade de imprensa. Dilma concluiu dizendo que o Brasil considera que todos os grandes investidores, os pequenos e os médios, de todas as regiões do mundo, são bem-vindos.

A presidenta viajou para Washington logo depois do discurso. À noite, o presidente Barack Obama oferece um jantar em homenagem a Dilma na Casa Branca. Amanhã (30), a presidenta tem um encontro de trabalho com Obama. Na quarta-feira (1º), ela viaja para a Califórnia, onde visita universidades norte-americanas e encontra empresários.

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Dilma detalha projetos de investimentos em encontro de empresários

Os projetos do governo federal para investimentos em portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, infraestrutura, logística e na área de petróleo, gás e energia foram detalhados pela presidenta no discurso.

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Dilma afirmou que o governo trabalha para ampliar e aperfeiçoar o programa de concessões e também para viabilizar novos investimentos nas concessões já existentes em rodovias e em ferrovias. Segundo ela, esses projetos somam R$ 31 bilhões e podem começar imediatamente por aditivos contratuais.

Para os portos, a presidenta disse que a proposta é seguir com o processo de autorizações de terminais de uso privado para carga própria e para carga de terceiros. E o governo continuar com novas licitações para arrendamentos públicos. Esses projetos preveem investimentos de quase R$ 12 bilhões.

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A presidenta disse ainda que, no caso dos aeroportos, a nova rodada de concessões beneficiará quatro capitais brasileiras com grande potencial de desenvolvimento econômico. Segundo ela, o governo federal vai expandir os aeroportos regionais e assegurar que o transporte aeroportuário seja viável para cargas e passageiros.

Falando para uma plateia de empresários, Dilma explicou que o Brasil está interessado em ferrovias que liguem as principais regiões de produção de grãos, minério, commodities (produtos primários negociados em mercado internacinal) e também de manufaturados aos portos. Segundo ela, o objetivo é ter uma ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Ao todo, o governo federal estima que serão feitos investimentos de R$ 198,4 bilhões na economia brasileira; desse total, cerca de R$ 70 bilhões até 2018. De acordo com a presidenta, a União pretende fazer nova rodada de licitações de blocos de petróleo e gás. Até agosto, deve ser também anunciado o plano de investimento em energia elétrica até 2018.

Brasil constrói novo ciclo de expansão do crescimento, diz Dilma nos EUA

Dilma afirmou que o Brasil está em fase de construção de um novo ciclo de expansão do crescimento. Segundo ela, fazem parte dessa estratégia a adoção de medidas para controle da inflação, a busca por equilíbrio fiscal e o aumento da produtividade da economia.

Em Nova York, durante discurso no encerramento do Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, a presidenta disse que, com mais produtividade, salários e lucros serão maiores e poderão crescer sem pressionar a inflação. "Com mais produtividade, a arrecadação pública também crescerá mais rapidamente sem aumento da carga tributária. Vamos também crescer mais e ter melhores empregos."

Discursando para uma plateia de empresários, Dilma Rousseff convidou os investidores a participarem do novo plano de concessões em infraestrutura lançado este mês no Brasil. O plano concederá à iniciativa privada projetos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

A presidenta informou que, para ampliar a produtividade da economia brasileira, é preciso aumentar a taxa de investimento do país, principalmente em infraestrutura. Dilma fez um balanço da expansão de ferrovias e rodoviais no Brasil, explicando que, de 2000 a 2014, a produção brasileira de grãos cresceu 129,4% e a frota de veículos aumentou 184,6%.

Segundo Dilma, esses números transmitem uma mensagem alta e clara para os investidores: a demanda por investimentos em infraestrutura no Brasil. A presidenta esclareceu que eles também representam uma mensagem alta e clara para o governo, sobretudo em períodos de maior restrição fiscal como o de hoje. "É preciso transformar demanda potencial por melhor infraestrutura em projetos viáveis de investimento para o capital privado", destacou. Dilma disse que sua viagem aos Estados Unidos e seu encontro com os empresários são parte desse processo de ampliar projetos e atrair investimentos em infraestrutura para o Brasil.

Entre as semelhanças que aproximam os dois países, Dilma lembrou a posição de grandes mercados consumidores, o fato de serem economias de mercado e a tradição de transparência e respeito a contratos. No discurso, a presidenta afirmou que o governo brasileiro dará continuidade às políticas de redução da desigualdade, que tiraram da miséria milhões de brasileiros e que permitiram construir um país de classe média com melhores serviços públicos.

Nos Estados Unidos desde sábado (27), Dilma se encontra nesta noite e amanhã (30) com o presidente Barack Obama. Antes do discurso, ela havia se reunido com investidores do setor financeiro e empresários do setor produtivo. A presidenta disse ter "certeza de que é possível ampliar muito mais" a cooperação entre dois países e que pretende trabalhar com Obama durante os encontros nessa linha. "Quero registrar o interesse em ampliar e desenvolver cada vez mais nossas relações tanto no comércio quanto nos investimentos. Os Estados Unidos são parceiros fundamentais do Brasil", concluiu.

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