Europa acerta novo pacote para salvar a Grécia

Sarkozy, Papandreou e Merkel deixam a reunio que definiu o plano de resgate de 109 bilhes de euros para equilibrar a economia grega.

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247_Enfim, salvos. Esse deve ter sido o suspiro que os principais líderes da Europa soltaram após a aprovação do novo pacote para salvar a economia da Grécia, que perigava espalhar a pólvora da crise pelo Continente. Neste segundo plano de resgate, 109 bilhões de euros serão repassados para os gregos. A novidade é a participação do setor privado, que arcará com 34% dos recursos. A decisão foi tomada em reunião em Bruxelas por Ângela Merkel, da Alemanha; Nicolas Sarkozy, da França; George A. Papandreou, da Grécia; Cristine Lagarde, do FMI; entre outros líderes da União Europeia.

Esse segundo pacote de resgate é muito semelhante ao primeiro de 110 bilhões de euros, aprovado em maio do ano passado. A diferença é a participação do setor privado o que, para as agências de classificação de risco, pode ser considerado uma moratória da dívida do país, ou seja, um adiamento no pagamento. Segundo as regras criadas por essas instituições, o socorro financeiro com ajuda de bancos privados pode ser considerado um calote. Isso significa que a nota da Grécia pode entrar em revisão. Sarkozy defendeu a posição dos líderes europeus e disse que ninguém usa a palavra default, moratória ou default parcial para o que foi feito com os gregos. O presidente da França considerou até a possibilidade de a Europa criar uma agência própria de classificação de risco.

A situação da Grécia vinha preocupando as economias em todo o mundo. Com endividamento de 350 bilhões de euros, uma crise grega poderia arrastar os demais países do Continente para uma grave recessão. Na semana passada, quase 30 bancos privados na Europa acenderam o sinal de alerta após o teste de estresse. Se a situação ficasse sem controle, o risco sistêmico seria inevitável. Agora, o resgate aprovado vai reduzir em cerca de 12 pontos percentuais a dívida da Grécia e criar condições para o país sair da situação delicada no longo prazo. A taxa de juros do empréstimo ficará entre 3,5% a 4% ao ano. E o prazo de pagamento será de 15 anos, com possibilidade de prorrogação para 30 anos.

"Este programa será destinado, sobretudo por meio da redução nas taxas de juro e do alongamento dos vencimentos, a decisivamente melhorar a sustentabilidade da dívida e o perfil de refinanciamento da Grécia", diz a nota assinada em conjunto pela União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). "Vamos monitorar de muito perto a implementação estrita do programa com base na avaliação regular pela Comissão, em ligação com o BCE e o FMI."

Com as contas da Grécia equilibradas, os olhos se voltam para Portugal e Irlanda, que recentemente receberam ajuda do FMI e da União Europeia. É esperado que esses dois países consigam aliviar a pressão que existia sobre suas economias.

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