Ex-banqueiro acusa interventor do BC de roubo

Edemar Cid Ferreira (dir.), ex-dono do Santos, acusa Vnio Aguiar (esq.), indicado para administrar a massa falida, de assaltar sua casa; em entrevista ao 247, ele afirma que seu caso o oposto do PanAmericano e que seu banco teria patrimnio positivo se o interventor publicasse o balano

Ex-banqueiro acusa interventor do BC de roubo
Ex-banqueiro acusa interventor do BC de roubo (Foto: DIVULGAÇÃO)

247 – Despejado há cerca de um ano da casa que já foi uma das mais luxuosas de São Paulo, o ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira acaba de ingressar com uma ação judicial contra seu algoz: o interventor indicado pelo Banco Central para administrar a massa falida do Banco Santos, Vânio Aguiar. Na petição assinada pelo advogado Arnaldo Malheiros, encaminhada ao Gaeco – Grupo de Repressão ao Crime Organizado da Capital, Edemar acusa Vânio de, simplesmente, furtar alguns de seus bens pessoais, tais como laptops, computadores, um talão de cheques e até a quantia de R$ 11 mil em espécie que havia no cofre da residência, localizada à Rua Gália. Além disso, na mesma ação, Edemar acusa Vânio de ter quebrado a senha dos computadores, agindo como se tivesse poder de polícia. Na petição, o ex-banqueiro pede ainda que o funcionário do BC seja condenado por abuso de autoridade e delito patrimonial.

Paralelamente, Edemar ingressou com outra ação judicial visando obrigar o administrador Vânio Aguiar a publicar os balanços do Banco Santos, que não vêm sendo divulgados desde 2004 – ano da intervenção decretada pelo Banco Central, seguida de liquidação. E insinua que isso não ocorre em razão do suposto interesse de Vânio Aguiar em eternizar a falência, que, segundo o ex-banqueiro, “remunera bem tanto ele quanto a companheira”. Além de receber um salário de aproximadamente R$ 30 mil como interventor do Banco Santos, Vânio Aguiar teria indicado a esposa Helaine Geraldi Goraib como advogada da massa falida.

Em entrevista ao 247, Edemar Cid Ferreira garante que a falência cairia por terra se os balanços fossem publicados. “Nosso caso é oposto do PanAmericano”, diz ele. “O banco tem créditos bons e que vêm sendo recebidos, a despeito da atuação do Vânio Aguiar, que concedeu descontos excessivamente generosos e descabidos”, afirmou. De acordo com ele, há mais de R$ 4 bilhões em créditos a receber, além de R$ 300 milhões no Caixa da instituição.

Curiosamente, Edemar Cid Ferreira tem uma relação familiar com Silvio Santos, ex-dono do Panamericano. Seus filhos são casados, mas o desfecho dos dois bancos foi completamente diferente. Edemar perdeu o banco e a casa onde morava. Sílvio Santos vendeu “gato por lebre” à Caixa Econômica Federal e foi socorrido pelo Fundo Garantidor de Crédito, depois de um encontro com o ex-presidente Lula. Os bastidores do caso PanAmericano foram revelados neste fim de semana por Luiz Sandoval, ex-braço direito de Silvio Santos (leia mais aqui).

 

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