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Ex-CEO admite "erros" do Barclays, mas diz que banco foi conivente com seus atos

Bob Diamond prestou depoimento ao Parlamento britânico sobre o escândalo de manipulação das taxas

Ex-CEO admite "erros" do Barclays, mas diz que banco foi conivente com seus atos (Foto: REUTERS/Luke MacGregor)

247 - Em depoimento ao Parlamento britânico para explicar a conduta do Barclays no escândalo de manipulação das taxas interbancárias Libor e Euribor, o ex-diretor-executivo do banco Bob Diamond admitiu nesta quarta-feira, 4, "erros" e uma conduta "repreensível" por parte da instituição.

"Claramente houve erros, claramente houve uma conduta que era repreensível", disse Diamond perante a comissão do Tesouro da Câmara dos Comuns, no início de seu depoimento. O americano afirmou, porém, que o banco foi conivente com seus atos. "A atitude do Barclays, há três anos, quando se deu conta do que estava havendo, foi: 'Vamos até o fim'". Diamond, que se demitiu ontem do cargo em função do escândalo, assinalou: "Estava claro para mim que o respaldo não era tão forte e que eu teria que dar este passo".

Segundo a imprensa britânica, pouco antes de comparecer para prestar esclarecimentos perante a comissão, Diamond revelou uma conversa telefônica entre a direção do Barclays e um dos vice-presidentes do Banco da Inglaterra (BoE), Paul Tucker, durante a crise financeira de 2008. Alguns dirigentes do banco interpretaram as palavras de Tucker como uma incitação à redução da Libor.

O escândalo de manipulação das taxas, que já custou os cargos de três executivos do Barclays e envolve outros bancos, com investigações em curso dos dois lados do Atlântico, estourou há uma semana, quando o Barclays se dispôs a pagar 290 milhões de libras (US$ 450 milhões) para encerrar as investigações de maneira amistosa.

A manipulação das taxas Libor (britânica) e Euribor (europeia) ocorreu entre 2005 e 2009. As taxas definem o preço de empréstimos entre os bancos e influenciam as taxas dos créditos pessoais e a empresas.