Ex-diretor do Ipea diz que 'não há nenhum sinal de recuperação na economia'

Há poucos anos, quando se discutia sobre os obstáculos do Brasil para se desenvolver efetivamente, autoridades e especialistas indicavam que faltava uma coisa, planejamento de longo prazo; as políticas de curto e médio prazo, contudo, geravam resultados satisfatórios; hoje, após o afastamento de Dilma Rousseff, temos uma "política velha", que deve garantir um retorno para a posição que o país estava há 15 anos ou mais, acredita o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Sicsú em entrevista ao Jornal do Brasil; "Não há horizonte de otimismo para a economia brasileira", alerta

Há poucos anos, quando se discutia sobre os obstáculos do Brasil para se desenvolver efetivamente, autoridades e especialistas indicavam que faltava uma coisa, planejamento de longo prazo; as políticas de curto e médio prazo, contudo, geravam resultados satisfatórios; hoje, após o afastamento de Dilma Rousseff, temos uma "política velha", que deve garantir um retorno para a posição que o país estava há 15 anos ou mais, acredita o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Sicsú em entrevista ao Jornal do Brasil; "Não há horizonte de otimismo para a economia brasileira", alerta
Há poucos anos, quando se discutia sobre os obstáculos do Brasil para se desenvolver efetivamente, autoridades e especialistas indicavam que faltava uma coisa, planejamento de longo prazo; as políticas de curto e médio prazo, contudo, geravam resultados satisfatórios; hoje, após o afastamento de Dilma Rousseff, temos uma "política velha", que deve garantir um retorno para a posição que o país estava há 15 anos ou mais, acredita o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Sicsú em entrevista ao Jornal do Brasil; "Não há horizonte de otimismo para a economia brasileira", alerta (Foto: Romulo Faro)

247 - Há poucos anos, quando se discutia sobre os obstáculos do Brasil para se desenvolver efetivamente, autoridades e especialistas indicavam que faltava uma coisa, planejamento de longo prazo. As políticas de curto e médio prazo, contudo, geravam resultados satisfatórios. Hoje, após o afastamento de Dilma Rousseff, temos uma "política velha", que deve garantir um retorno para a posição que o país estava há 15 anos ou mais, acredita o professor do Instituto de Economia da UFRJ João Sicsú em entrevista ao Jornal do Brasil.

"Não há horizonte de otimismo para a economia brasileira", alerta Sicsú, que foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do Ipea entre 2007 e 2011. Ele defende que uma nova recessão deve ser esperada para este ano, já que falta um plano de recuperação da economia e de combate ao desemprego.

O Boletim Focus previa em outubro do ano passado uma alta no PIB de 1,3% para 2017. Em dezembro, a previsão caiu para 0,5%, e pode cair ainda mais. Como aponta Sicsú, o desemprego crescente e a crise nos estados afetam o consumo, empresários deixam de investir porque não há perspectiva de crescimento da economia, não há política de investimento do governo e as estatais também investem menos.

"Estamos tendo políticas econômicas que não resolvem o desemprego. Milhares de famílias já voltam para o programa Bolsa Família. Temos dados bastante assustadores, 500 mil famílias que saíram do programa até 2011 retornaram só no ano de 2016. Esta é a política econômica que nós temos hoje, uma política velha que produz antigos resultados. Vamos retornar ao passado que tínhamos", alerta Sicsú.

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