Ex-presidente do BC defende venda de estatais para reduzir dívida pública

Ex-presidente do Banco Central e presidente da Fundação do partido Novo, Gustavo Franco, defendeu o uso dos recursos obtidos com a privatização de estatais sejam empregados para reduzir a dívida pública; "Olhando a lista de empresas estatais, não me convenço que ali necessariamente tenha de ter todas aquelas empresas. Também não é o caso de vender todas no dia seguinte. Muitas tem de fechar, pois o contribuinte brasileiro não tem que sustentar essas iniciativas", afirmou; "A nação deve muito dinheiro e os credores somos nós. A dívida é muito cara, mais cara que o patrimônio rende, então temos de fazer alguma coisa", completou

GUSTAVO FRANCO
GUSTAVO FRANCO (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ex-presidente do Banco Central e presidente da Fundação do partido Novo, Gustavo Franco, defendeu o uso dos recursos obtidos com a privatização de estatais sejam empregados para reduzir a dívida pública.

"Olhando a lista de empresas estatais, não me convenço que ali necessariamente tenha de ter todas aquelas empresas. Também não é o caso de vender todas no dia seguinte. Muitas tem de fechar, pois o contribuinte brasileiro não tem que sustentar essas iniciativas", afirmou Franco.

Segundo o economista, é preciso repensar em como fazer ativos de alto valor como a Petrobras e o Banco do Brasil, funcionarem melhor tendo a iniciativa privada à frente destas estatais. "A nação deve muito dinheiro e os credores somos nós. A dívida é muito cara, mais cara que o patrimônio rende, então temos de fazer alguma coisa", destacou. Como exemplo ele cita que a Caixa poderia atuar de forma mais eficiente caso tivesse um papel e banco mais comercial e menos de gerenciamento de programas do governo como

Entre as ideias que disse acreditar que são interessantes ele afirmou que era preciso rever a conexão que existe entre a Caixa e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Segundo o economista, a estatal poderia ser mais eficiente se assumisse um papel mais comercial e menos de administração de programas de governo, como o financiamento da casa própria.

"Talvez tornar essas empresas em corporações, como ocorreu com a Vale. Há muitas possibilidades interessantes sobre as quais deve-se refletir", observou.

 

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