Fechamento de capital da LLX pode sair por R$ 620 milhões

Oferta pública de Eike Batista deve ser feita numa estratégia conjunta com o fundo de pensão de professores do Canadá para aumentar suas participações na companhia, que detém hoje 28,5% das ações

Fechamento de capital da LLX pode sair por R$ 620 milhões
Fechamento de capital da LLX pode sair por R$ 620 milhões (Foto: Sergio Lima/Folhapress)

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) - O empresário Eike Batista, do grupo EBX, fará uma oferta pública para fechar o capital da empresa de logística LLX que pode movimentar cerca de R$ 620 milhões, numa estratégia conjunta com o fundo de pensão de professores do Canadá para aumentar suas participações na companhia.

A oferta por 100% das ações em circulação no mercado envolve preço máximo por papel de R$ 3,13, um ágio de 25% sobre a média dos últimos 20 pregões, segundo fato relevante da empresa de logística divulgado nesta segunda-feira. A ação da companhia encerrou a sexta-feira cotada a 2,85 reais.

A LLX tem 693.741.377 ações ordinárias, das quais cerca de 54% estão em poder de Batista e 28,5% nas mãos do Ontario Teachers Pension Plan, que participará da oferta "para aumentar sua participação minoritária". O volume em circulação é de 197.677.270 papéis.

A operação acontece em um momento em que as ações da LLX acumulam valorização de 25,5% em julho, em meio a rumores no mercado sobre uma operação envolvendo a empresa. Alguns analistas consultados pela Reuters já esperavam pela iniciativa de Eike Batista para o fechamento de capital da empresa.

Mas os rumores e a consequente alta das ações não anularam perdas anteriores dos papéis, que ainda acumulam queda no ano, de cerca de 17% até a sexta-feira passada.

Representantes da LLX e do fundo de Ontário, que tem cerca de 116,5 bilhões de dólares em ativos, não comentaram de imediato sobre os motivos da operação proposta nesta segunda-feira ou para quanto pretendem elevar suas fatias na empresa.

Uma decisão para fechar o capital da LLX daria maior liberdade aos controladores para administrar o investimento no projeto do porto do Açu, que está sendo erguido no norte do Estado do Rio de Janeiro.

Os bancos propostos pelos controladores para elaboração do laudo de avaliação do valor da LLX são BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch e Santander Brasil.

Após o anúncio, as ações da LLX chegaram a disparar mais de 5%, alcançando R$ 3, no início dos negócios na BM&FBovespa, mas sem atingir os R$ 3,13 propostos pelos controladores.

Na sexta-feira, a Anglo American informou que o projeto de minério de ferro Minas-Rio, desenvolvido em parceria com a LLX, sofrerá um atraso de pelo menos um ano por problemas judiciais .

A LLX chegou à bolsa em 2008, após uma cisão dos ativos da MMX, empresa de mineração de Eike. O principal projeto da empresa é o porto do Açu, que terá, além do espaço para escoamento de minério de ferro, um complexo industrial voltado para setores como siderurgia e petróleo.

(Por Sérgio Spagnuolo e Alberto Alerigi Jr., reportagem adicional de Sabrina Lorenzi)

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