Fiasco golpista: Temer fecha com pior PIB em 100 anos

O ciclo de baixo crescimento produzido pelo golpe e pelos usurpadores da república Temer, Meirelles e PSDB é o mais grave do século, diz o economista-chefe da corretora Tullett Prebon Fernando Montero; segundo o economista, a expansão média anual entre 2011 e 2020 deverá ser de 1%, o que levará à estagnação da renda per capita; mais que uma década perdida como a dos anos 80, será literalmente o pior resultado do século

Fiasco golpista: Temer fecha com pior PIB em 100 anos
Fiasco golpista: Temer fecha com pior PIB em 100 anos (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

247 - O ciclo de baixo crescimento produzido pelo golpe e pelos usurpadores da república Temer, Meirelles e PSDB é o mais grave do século, diz o economista-chefe da corretora Tullett Prebon Fernando Montero. Segundo o economista, a expansão média anual entre 2011 e 2020 deverá ser de 1%, o que levará à estagnação da renda per capita. Mais que uma década perdida como a dos anos 80, será literalmente o pior resultado do século.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca o estudo de Fernando Motero e seu regime de comparações históricas: "naquele período, marcado pelo descontrole inflacionário e fiscal, o PIB brasileiro cresceu a uma média de 1,6% ao ano, um pouco acima do resultado previsto para a década atual, enquanto a renda por habitante encolheu 0,4% anualmente."

A matéria ainda precisa as fontes do economista: "as contas de Montero se baseiam em dados oficiais do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) até 2017 e em projeções computadas pelo relatório Focus, do Banco Central, para este e os próximos dois anos."

Outros especialistas corroboraram a leitura de Motero: “estamos vivendo um fato inédito na história brasileira, uma catástrofe econômica”, diz David Kupfer, professor de economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A reportagem ainda frisa que "para que o período entre 2011 e 2020 tenha desempenho ligeiramente superior ao da década de 1980, a expansão média nos próximos dois anos precisará ser muito mais vigorosa, na casa de 6%. Hoje, isso parece quase impossível."

Todo o prognóstico aponta para um cenário ainda mais grave, que pesará contra as tentativas de retomada que vierem: a tendência é que os economistas reduzam ainda mais as projeções com relação ao Brasil, aprisionando o país na ciranda do pessimismo e da falta de credibilidade técnica com relação aà sua economia. 

 

 

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