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Economia

Fiat quer comprar a Chrysler

Montadora italiana oferece US$ 125 milhes pela fatia da montadora que pertence ao governo canadense

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O executivo-chefe da montadora italiana Fiat, Sergio Marchionne, disse hoje ter oferecido US$ 125 milhões para comprar a fatia de 1,7% do governo canadense na Chrysler. A oferta foi feita na quinta-feira passada, disse ele nos bastidores de um evento realizado em Veneza. Há dois dias, a Fiat fechou acordo para comprar os 6% detidos pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na montadora norte-americana.

Marchionne é executivo-chefe de ambas as empresas e reiterou que a Fiat tem capacidade para comprar também a parte do fundo de saúde do sindicato dos trabalhadores das montadoras nos EUA (UAW na sigla em inglês), mas não há negociações neste sentido por ora. "Adquirimos a parte do Tesouro dos EUA também para evitar a possibilidade de aparecer um concorrente no futuro", disse.

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Um porta-voz do Ministério de Finanças do Canadá não comentou as declarações de Marchionne, mas disse que o país continua interessado em vender sua participação na Chrysler "tão rapidamente como possível, maximizando o valor do patrimônio para os contribuintes canadenses". Estados Unidos, Canadá e o fundo de saúde do sindicato compraram participações na empresa durante a crise do setor automobilístico em 2009.

O executivo contou que planeja abrir cerca de 100 concessionárias nos EUA neste ano a fim de aumentar as vendas do modelo Fiat 500. "Os americanos querem comprar carros mais eficientes", disse ele quando questionado sobre o possível risco de venda de carros pequenos em um país com consumidores acostumados a grandes automóveis.

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Marchionne disse que a fusão entre a Fiat e a Chrysler ou uma decisão sobre para onde mudar a sede da empresa não é prioridade este ano. "A verdadeira questão a se trabalhar é a liderança e a integração", acrescentou. "Por causa da fraqueza dos mercados europeus em 2011 e 2012, a Chrysler fará mais carros que a Fiat em todo o mundo. Este é um dilema interessante", acrescentou. Ele disse que a Fiat poderá realizar emissões de dívida nos próximos meses, mas não a Chrysler.

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